Fiat e fornecedores de MG renovam acordo para manter empregos

A Fiat Automóveis e 13 empresas fornecedoras da montadora de Minas Gerais renovaram acordo nesta sexta-feira para impedir demissões até 20 de abril, quando será realizada uma nova avaliação.

MARCELO PORTELA, REUTERS

13 de março de 2009 | 18h08

A reunião entre representantes das empresas e dos trabalhadores ocorreu na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). O acerto envolve o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas, na região metropolitana da capital mineira.

O prazo definido nesta sexta-feira vai além daquele estabelecido pelo governo federal para redução das alíquotas do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os veículos, apontado como principal fator para a recuperação do setor. A redução termina em 31 de março.

Além da manutenção dos empregos, as fornecedoras se comprometerem a recontratar 190 funcionários até o fim do mês e, caso o bom desempenho das vendas seja mantido, garantiram a contratação de outros 320 trabalhadores em abril.

O primeiro acordo entre as empresas e os trabalhadores foi fechado oficialmente em 17 de fevereiro passado --após compromisso verbal assumido no fim de janeiro-- e, segundo o presidente do sindicato, Marcelino da Rocha, conseguiu reduzir em 47,8 por cento o número de demissões em relação ao mês anterior.

Em janeiro, a Fiat e suas fornecedoras demitiram 1.626 funcionários com mais de um ano de casa. No mês seguinte, as demissões caíram para 848, todas antes do acordo.

"Essa foi uma sexta-feira 13 mais alegre e mostrou que as demissões anteriores foram precipitadas. Falta o governo definir a questão do IPI", observa o sindicalista, que defende a manutenção da medida, desde que o governo exija como contrapartida a manutenção de empregos e contratações.

O porta-voz das empresas, Adauto Duarte, ressalta que os acordos são recados para o governo e para a sociedade. "Para o governo, é uma mensagem de que, se ele faz sua parte, os trabalhadores fazem sua parte e as empresas também. O consumidor fica mais confiante", observa.

Duarte afirma ainda que as empresas esperam que o governo federal mantenha medidas de estímulo ao setor, principalmente a redução do IPI.

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