Fiat pedirá apoio de governo italiano para elevar produção

A Fiat pode oferecer à Itália um aumento de produção de automóveis de 50 por cento quando se reunir com o governo nesta terça-feira. A contrapartida seria descontos de impostos sobre parte das vendas e possível ajuda para redução de custos trabalhistas.

REUTERS

22 de dezembro de 2009 | 08h57

O presidente-executivo da Fiat, Sergio Marchionne, afirmou que a meta de Roma de mais de 900 mil automóveis a serem produzidos na Itália "não é astronômica", mas a companhia somente produzirá cerca de 600 mil veículos no país este ano, uma queda ante as 800 mil unidades fabricadas antes do início da crise financeira internacional.

A reunião de terça-feira entre Marchionne, o ministro da Indústria, Claudio Scajola, e um representante do gabinete do premiê Silvio Berlusconi, é considerada como de abertura de negociações e nenhum acordo é esperado no atual estágio.

Uma das grandes preocupações do executivo é o custo de produção e ele já pediu muitas vezes por racionalização de produção na Europa, como já aconteceu nos Estados Unidos.

No mês passado, Marchionne afirmou que a Fiat "tem seis fábricas na Itália que produzem o equivalente a uma única fábrica no Brasil. Que tipo de lógica industrial é essa".

(Por Jo Winterbottom)

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