Fiat planeja acordo com GM na Europa, América do Sul e África

A Fiat planeja formar um império automotivo que se estende sobre Europa, América do Sul e África em um redesenho da indústria automotiva global enquanto a retração do mercado continua causando prejuízos a concorrentes.

GILLES CASTONGUAY E MARIA SHEAHAN, REUTERS

07 de maio de 2009 | 15h28

A montadora italiana quer fundir seus negócios de automóveis com as marcas européias da General Motors --Opel, Vauxhall e Saab-- e também com as operações da norte-americana na América do Sul e na África do Sul, segundo uma cópia da proposta obtida pela Reuters nesta quinta-feira.

A Fiat, que apresentou o chamado Project Phoenix ao governo alemão nesta segunda-feira, afirma no plano que busca "permanecer como uma das 5 ou 6 entidades sobreviventes no mercado automotivo global".

A Fiat está tentando superar a crise econômica global aumentando suas operações, em vez vender ativos. Se conseguir um acordo com a GM, ela se tornará a segunda maior montadora do mundo, depois da Toyota.

A ações da Fiat fecharam em queda de 5,2 por cento, a 7,47 euros em Milão, enquanto as ações da GM caíam 4,2 por cento nos EUA, a 1,59 dólar.

A fusão viria ao custo de fechamentos de algumas fábricas e redução de tamanho de algumas instalações. Pela proposta obtida pela Reuters, o grupo terá custos de reestruturação estimados de até 500 milhões de euros (666,1 milhões de dólares) relativos a cortes de funcionários na Europa.

A GM europeia afirmou que precisaria cortar 1,2 bilhão de euros em custos para a unidade alemã Opel voltar ao lucro até 2011. A montadora também afirma que deve precisar de 3,3 bilhões de euros de ajuda estatal para evitar cortes de empregos e fechamento de fábricas.

A proposta da Fiat economizaria um total de cerca de 1,4 bilhão de euros por ano depois de 2015 e criaria 5,6 bilhões em fluxo de caixa líquido entre 2009 e 2015.

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