Fiat vai assumir participação na Chrysler

A Chyrsler anunciou nesta terça-feira que junto com a Fiat e o fundo de investimentos Cerberus Capital Management assinou acordo para a criação de uma aliança global em que a montadora italiana deterá participação de 35 por cento na rival norte-americana. A Chrysler informou que a aliança, que será um elemento importante em seu plano de viabilidade, vai dar à empresa acesso a plataformas de veículos com consumo eficiente de combustível, motores e componentes que serão produzidos em suas próprias fábricas. A Fiat receberá inicialmente uma participação de 35 por cento na Chrysler e a aliança não envolve investimento em dinheiro da Fiat na Chyrlser e nem um compromisso de financiamento na Chrysler no futuro. A notícia foi informada inicialmente pelo canal de televisão CNBC. O acordo dá à Chrysler recursos de distribuição em importantes mercados em crescimento, bem como oportunidades de economias substanciais de custos. As notícias sobre o acordo transatlântico surgiram depois que políticos tiveram dificuldades em moldar uma resposta coordenada à pior crise que atingiu o setor automotivo em décadas. A participação na Chrysler --que pode ser maior segundo o vice-presidente-executivo da Fiat, John Elkann-- dará à montadora italiana a escala necessária para sobreviver. A Chrysler poderá expandir seu portfólio para incluir carros menores e que poluem menos, para se adequar aos critérios de acesso a fundos norte-americanos. O presidente da montadora norte-americana, Bob Nardelli, informou empregados em uma carta que o governo Obama irá fornecer 4 bilhões de dólares em financiamento inicial à Chrysler. A economia de recursos decorrente da colaboração é estimada entre 3 bilhões e 4 bilhões de dólares, informou o Wall Street Journal. "Compartilhar tecnologia deve, inevitavelmente, economizar recursos", disse Harald Hendrike, analista do Bank of America Merrill Lynch. "A Fiat está considerando a Chrysler uma forma barata de entrar novamente no mercado norte-americano." Mas o otimistmo da Fiat em relação ao acordo foi surpreendente, dado que "o que a Daimler ou empresas de private equity não conseguiram solucionar não deverá ser solucionado pela Fiat", acrescentou o analista. O acordo da Fiat é o mais recente de uma série de alianças formadas por montadoras para cortar custos e melhorar as margens de lucro. Analistas questionaram se a Chrysler sobreviveria sem uma parceria. A maioria das vendas da companhia é realizada no mercado norte-americano, onde registrou uma queda de 30 por cento no último ano. (Reportagem adicional de David Dolan, Nathan Layne, Marcel Michelson, Gianni Montani, Emmanuel Jarry)

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