Fibra ótica da Eletrobrás e Petrobrás pode ser usada para plano de banda larga

'As fibras de qualquer empresa do governo podem ser usadas', disse o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

23 de março de 2010 | 11h32

O governo pode usar redes de fibras óticas de estatais que controla, como Eletrobrás e Petrobrás, para o plano de banda larga e não necessariamente a da Eletronet, empresa que está falida e envolvida em controvérsias judiciais, de acordo com o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins. "Não precisam ser da Eletronet. As fibras de qualquer empresa controlada pelo governo podem ser usadas", disse o secretário à Agência Estado.

 

Ele disse não saber se a rede da Eletronet será ou não usada no plano de banda larga, apesar de ressaltar que o governo recebeu a posse das fibras óticas da Eletronet na Justiça. A decisão é contestada na Justiça por fabricantes de equipamentos que são credores da empresa, como Furukawa e Alcatel. "Não sei se o governo vai usar algo que ainda está assim, com alguém esperneando", disse.

 

Mesmo declarando que não fala sobre a possibilidade de reativação da Telebrás, Martins deixou claro que a decisão sobre a questão está próxima. "Não falo sobre a Telebrás nem sobre tortura. Não será agora faltando alguns dias para decidir que vou dizer qualquer coisa", afirmou. Haverá uma reunião técnica sobre o Plano Nacional de Banda Larga na quinta-feira, em Brasília, com a participação do secretário. Na quarta-feira da próxima semana, será realizada uma reunião sobre a banda larga nas escolas.

 

Em discurso no Movilforum Latinoamerica 2010, promovido por Telefonica e Vivo, Martins disse que o setor de telecomunicações têm investido mais de US$ 6 bilhões por ano. Ele lembrou que a implantação da terceira geração da telefonia móvel a dois anos e sua extensão para todos os municípios brasileiros contribuiu para isso. "Hoje mais de 100 milhões de pessoasl são alcançadas pelo 3G", disse.

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