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Fibria tem lucro de R$ 615 mi no 1º trimestre, abaixo do esperado

Resultado veio 30% abaixo da média das projeções da Prévia Broadcast; presidente da Fibria acredita que os preços da celulose seguirão fortes nos próximos meses

Fabiana Holtz, O Estado de S.Paulo

25 Abril 2018 | 08h29
Atualizado 25 Abril 2018 | 13h56

O lucro líquido divulgado pela Fibria no primeiro trimestre de 2018, de R$ 615 milhões, veio 30% abaixo da média das projeções da Prévia Broadcast (com Bradesco BBI, BB Investimentos, Itaú BBA e BTG Pactual), de R$ 874 milhões. O resultado, porém, é  87% mais alto do que o lucro obtido um ano antes.

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Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, de R$ 1,824 bilhão, ficou dentro da média das estimativas, de R$ 1,838 bilhão.

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A receita líquida de R$ 3,693 bilhões no primeiro trimestre de 2018 ficou 9% abaixo do esperado pelas quatro casas consultadas, que era de R$ 4,050 bilhões. O Estadão/Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

Segundo o presidente da Fibria, Marcelo Castelli, a perspectiva para os preços da celulose segue forte para os próximos meses. "Com base na perspectiva de demanda ainda forte anunciamos o aumento de preços que entrou em vigor no início de abril", disse. A demanda permanece aquecida em todas as regiões, acrescentou o executivo.

Em abril, a Fibria anunciou aumento de preço de celulose para a Europa, América do Norte e Ásia. Na América do Norte e Europa, o ajuste foi de US$ 20 por tonelada, para US$ 1.230/t e US$ 1.050/t, respectivamente. Na Ásia, o ajuste foi de US$ 10/t, para US$ 840/t.

Entre os destaques do trimestre, o executivo citou a queda da alavancagem para 2,08 vezes (em reais), o salto de 183% no Ebitda ajustado, para R$ 1,824 bilhão, e a margem Ebitda de 55%. O alcance de 90% da curva de aprendizagem da nova linha de produção Horizonte 2 também foi ressaltado.

Em 16 de março, a Suzano Papel e Celulose anunciou acordo para compra da Fibria, criando uma gigante do setor, com produção de 11 milhões de toneladas. A operação prevê troca de ações e o pagamento de R$ 29 bilhões da Suzano aos acionistas da Fibria para que a família Feffer assuma o controle acionário da nova companhia, com fatia de 46,4%.

O acordo ainda aguarda aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a expectativa é de que a operação seja concretizada no primeiro trimestre de 2019. /COM REUTERS

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