Fibria vende 1,301 mi de ton de celulose no 3º trimestre

A Fibria comercializou 1,301 milhão de toneladas de celulose no terceiro trimestre deste ano, montante 3% superior ao registrado no mesmo período de 2012 e também no segundo trimestre deste ano. Quando considerados os indicadores de produção, a Fibria fabricou 1,347 milhão de toneladas do insumo no trimestre, alta de 2% em relação a intervalo entre julho e setembro de 2012 e de 4% na comparação com o segundo trimestre deste ano.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

23 de outubro de 2013 | 12h13

A expansão dos indicadores de produção e venda é justificada principalmente pelas paradas programadas para manutenção realizadas nesses períodos. Durante o terceiro trimestre, a Fibria interrompeu as atividades da Unidade Jacareí (SP), a última paralisação prevista para este ano nas fábricas da companhia. No mesmo período do ano passado, foram feitas paradas em Jacareí e na unidade de Três Lagoas (MS). Já no segundo trimestre deste ano foram paralisadas as unidades de Aracruz (ES) de Três Lagoas, esta antecipada em relação ao cronograma regular.

Além da maior disponibilidade de insumo entre julho e setembro, os resultados do terceiro trimestre foram impulsionados por vendas para a América do Norte e a Ásia. Com isso, a participação das duas regiões no total dos negócios da Fibria fechou o trimestre em 31% e 26%, respectivamente. No segundo trimestre do ano, essas participações estavam em 28% e 21%. A representatividade da Europa, por outro lado, caiu de 43% para 35% em igual período, reforçando a percepção menos otimista em relação à economia europeia.

A Fibria encerrou o trimestre com estoque de 827 mil toneladas, o equivalente a 56 dias, três dias a mais do que o nível registrado no segundo trimestre deste ano. Os números têm permanecido sem muitas variações. Nos últimos 12 meses encerrados em setembro, a Fibria comercializou 5,267 milhões de toneladas, em linha com a produção de 5,271 milhões de toneladas do período.

Produção

O custo caixa de produção da Fibria, indicador que dimensiona a competitividade das linhas de produção dos fabricantes de celulose, encerrou o terceiro trimestre em R$ 501 por tonelada. O resultado representa uma queda de 8% em relação aos números do segundo trimestre deste ano, consequência principalmente do menor número de paradas para manutenção.

Quando desconsiderados os efeitos das paradas feitas pela empresa, o custo caixa de produção da Fibria ficou em R$ 482 por tonelada, queda de 1% em igual período. Nessa comparação, a alta das despesas provocadas pelo dólar mais valorizado foi praticamente compensada pelo menor gasto com químicos e energéticos, decorrente da maior estabilidade operacional das fábricas da companhia.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2012, o custo caixa de produção de celulose entre julho e setembro deste ano cresceu 2% com as paradas, em função principalmente do maior custo com madeira, ocasionado pela maior participação de madeira de terceiros no portfólio das florestas que abasteceram a fábrica. Desconsideradas as paradas, o custo caixa cresceu 5% sobre o terceiro trimestre do ano passado.

Despesas

A Fibria apurou R$ 91 milhões em despesas com vendas no terceiro trimestre, montante 21% superior ao total do mesmo período do ano passado. A variação, segundo a companhia, decorre de gastos com terminais relacionados ao maior volume de vendas e ao efeito câmbio. "Importante destacar que a relação despesas de vendas sobre receita líquida ficou estável", ponderou a companhia.

As despesas administrativas totalizaram R$ 74 milhões, redução de 6% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, principalmente por causa de menores gastos com doações e serviços de terceiros. Já a rubrica outras receitas (despesas) operacionais fechou o trimestre com despesa de R$ 11 milhões, abaixo da despesa de R$ 17 milhões do terceiro trimestre do ano passado. A redução, segundo a Fibria, decorre do "melhor resultado quando da baixa de alguns itens do imobilizado".

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