Fitch colocará EUA em ‘default restritivo’ se teto da dívida não subir

'Em 15 de agosto, os EUA enfrentarão US$ 25 bilhões em pagamentos de cupons sobre US$ 4 trilhões em dívida soberana', lembrou a agência de classificação de risco

Danielle Chaves, da Agência Estado,

21 de junho de 2011 | 08h19

A agência de classificação de risco Fitch informou que colocará os ratings dos EUA em "default restritivo" se o país não conseguir aumentar o teto da dívida e, como resultado, não cumprir um pagamento de cupom (juro nominal) em 15 de agosto.

Em um discurso em Cingapura, Andrew Colquhoun, diretor da Fitch para ratings soberanos da Ásia e do Pacífico, afirmou acreditar que é bastante possível que o teto da dívida dos EUA seja elevado a tempo e que o país evite um default.

No entanto, "se chegarmos a 2 de agosto sem um aumento no limite de endividamento, a Fitch vai atribuir observação com implicações negativas para o rating soberano dos EUA", disse Colquhoun.

"Em 15 de agosto, os EUA enfrentarão US$ 25 bilhões em pagamentos de cupons sobre US$ 4 trilhões em dívida soberana. Se (...) o teto da dívida não tiver sido elevado e os EUA não forem capazes de cumprir esse pagamento, então os ratings do país serão colocados em default restritivo", afirmou.

Embora esse movimento deva ser revertido rapidamente, "é bastante improvável depois de tal default que o rating dos EUA volte para AAA", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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