Fitch rebaixa nota da OGX e vê empresa à beira de calote

A agência avaliou que, sem uma injeção de capital, a petroleira irá entrar em ‘default’ no futuro próximo

Reuters

09 de setembro de 2013 | 17h38

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Fitch cortou os ratings da dívida da OGX em moeda estrangeira e em moeda local para "C", ante "CCC", após o controlador da petroleira, Eike Batista, contestar a validade do exercício de uma opção de venda ("put") de US$ 1 bilhão em favor da empresa.

Sem uma injeção de capital, a OGX provavelmente irá entrar em default de sua dívida no futuro próximo, avaliou a Fitch.

"O rating 'C' da OGX reflete um iminente default da empresa, dada a sua posição de liquidez extremamente apertada e a necessidade de investimentos significativos para aumentar o volume de produção e fluxo de caixa operacional", afirmou a Fitch.

Eike questionou nesta segunda-feira a validade da decisão da diretoria da OGX de propor o exercício da opção de venda que o obrigaria a subscrever, até o valor de US$ 1 bilhão, novas ações da petroleira a R$ 6,3 - quase 15 vezes o valor atual da ação, que fechou esta segunda-feira R$ 0,43, em queda de 17,3%.

Quando reduziu o rating para "CCC", a Fitch já manifestara a incerteza sobre a capacidade de Eike de honrar o compromisso de aportar US$ 1 bilhão na empresa por meio da "put".

Segundo a agência, o ambicioso programa de investimentos da OGX é de cerca de US$ 1,3 bilhão em 2013, e o Ebitda da companhia de baixo a negativo deverá resultar em uma "sangria" de caixa da empresa até o final de 2013.

"Até 30 de junho de 2013, a OGX tinha R$ 722 milhões em caixa e caixa equivalente e R$ 8,7 bilhões de obrigações de dívida, sendo a maior parte composta de US$ 2,6 bilhões em notas com vencimento em 2018 e US$ 1,1 bilhão em títulos com vencimento em 2022", disse a Fitch.

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