Fluxos para o Brasil impulsionam o crédito doméstico, diz Tombini

Presidente do BC vê 'significante contração' nos novos empréstimos e prevê que expansão do crédito deve ser inferior a 15% no final de 2011 

Cynthia Decloedt e Danielle Chaves, da Agência Estado,

19 de maio de 2011 | 12h03

O pesado volume de dólares que fluem para o Brasil cria um estímulo para o crédito doméstico, afirmou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. A autoridade concedeu entrevista em inglês para a imprensa estrangeira e usou o termo "tailwind" - a palavra é uma referência usada na aviação que significa um vento de cauda que aumenta a velocidade do avião.

O acesso para o crédito ao consumo tem sido um fator chave na forte demanda doméstica que resultou em pressões de preço no Brasil. O Banco Central tem tentado controlar o crédito por meio do aumento das exigências de reserva dos bancos e de impostos sobre empréstimos de curto prazo no exterior.

Mas Tombini afirmou que a inconstância dos mercados financeiros também significa que o Brasil precisa estar preparado para o dia em que os fluxos financeiros se reverterem. Tombini acrescentou que o Banco Central tem preparado tal "estratégia de saída".

O presidente do Banco Central disse que as medidas recentes para controlar o crédito tiveram efeito nos empréstimos. Houve uma "significante contração" nos novos empréstimos recentemente, afirmou. As medidas de crédito moderaram os empréstimos para consumo como era o desejado, disse Tombini. O presidente do banco central previu que a expansão do crédito deve ser inferior a 15% no final de 2011. As informações são da Dow Jones.

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