FMI aconselha G-7 a manter estímulo, mas preparar estratégias de saída

Para Fundo, recuperação permanecerá lenta, com necessidade de medidas contínuas de estímulo 

André Lachini, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2010 | 20h05

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que o G-7, grupo das sete nações mais industrializadas, precisa manter medidas de estímulo econômico às suas economias, mas ao mesmo tempo preparar estratégias consistentes de saída, informou a instituição em um relatório que foi apresentado mais cedo nesse mês aos ministros de finanças dos sete países durante um encontro no Canadá.

 

"Apesar da recente tendência de alta nas perspectivas de crescimento, a recuperação nas maiores economias desenvolvidas permanecerá lenta, ressaltando a necessidade de contínuas políticas de estímulo até que a demanda privada reúna o ímpeto sobre uma base sustentável", disse o staff do FMI no relatório apresentado aos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G-7 que se reuniram em Iqaluit, na tundra ártica do Canadá, em 5 e 6 de fevereiro.

 

O relatório não apresentou nenhuma mudança de projeções, reiterando as estimativas de janeiro de que a economia mundial deverá se expandir 3,9% neste ano e 4,3% em 2011. Mas forneceu uma estimativa específica para o G-7 de expansão de 2,1% em 2010 e de 2,3% no próximo ano.

 

O FMI fez um apelo aos bancos centrais a que mantenham baixas as taxas de juros até o final de 2010 e disse que estímulos fiscais previstos para este ano deveriam também ser totalmente implementados. Na reunião, o G-7 se comprometeu a continuar com as medidas de estímulo e notou alguma melhora em curso na economia global.

 

O FMI também apontou que o dólar ainda estava "algo sobrevalorizado", embora a moeda americana tenha se movido para uma faixa média de equilíbrio após ter se depreciado no ano passado. O euro teve apreciação e agora está "no lado forte", enquanto o iene está amplamente em linha com os fundamentos após ter se fortalecido.

 

O yuan chinês se desvalorizou em termos reais efetivos e está "substancialmente subvalorizado", disse o FMI. As informações são da Dow Jones.

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