FMI já tem US$ 316 bilhões em promessas de novos aportes

Fundo Monetário Internacional vai buscar aumentar seus recursos em US$ 400 bilhões na reunião anual de primavera que começa na sexta-feira

Álvaro Campos, da Agência Estado,

19 de abril de 2012 | 10h16

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou na noite desta quarta-feira, 18, que a instituição já recebeu promessas de US$ 316 bilhões em novos aportes, "e tem mais na sacola". Mais cedo esta semana, Lagarde confirmou que o Fundo vai buscar aumentar seus recursos em US$ 400 bilhões na reunião anual de primavera (no Hemisfério Norte), que começa oficialmente na sexta-feira, 20.

Além dos US$ 200 bilhões em novos empréstimos ao FMI que os países da União Europeia já tinham anunciado anteriormente, o Japão prometeu esta semana uma ajuda de US$ 60 bilhões. Já a Suécia se comprometeu com pelo menos US$ 10 bilhões, enquanto a Suíça deve contribuir com US$ 7 bilhões. A Noruega também tinha dito mais cedo este ano que poderia emprestar mais 55 bilhões de coroas norueguesas (cerca de US$ 9,6 bilhões).

Não está claro de onde viriam os cerca de US$ 30 bilhões restantes para fechar o número citado por Lagarde. Mas depois do seu comentário, o FMI revelou que a Polônia deve contribuir com US$ 8 bilhões.

Como o FMI precisa manter quase 20% dos seus recursos como reservas prudenciais, US$ 316 bilhões em novos aportes significariam aproximadamente US$ 250 bilhões a mais na capacidade de empréstimo do Fundo. Atualmente, a instituição têm cerca de US$ 381 bilhões para emprestar aos países necessitados.

O FMI tem afirmando que precisa de mais dinheiro para fornecer uma proteção adicional aos mecanismos de resgate da Europa. Lagarde já disse mais de uma vez que os recursos atuais do Fundo "são fracos em comparação" com a demanda potencial.

China

A China mantém uma atitude aberta e positiva sobre a possibilidade de novos empréstimos ao FMI, afirmou nesta quinta-feira, 19, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Liu Weimin, segundo noticiado pela agência Xinhua.

De acordo com Liu, a posição da China é que todas as parte devem implementar ativamente o acordo atingido em 2010 para a reforma do FMI, para resolver radicalmente o problema de uma escassez de fundos.

Durante uma ligação telefônica nesta quarta-feira entre o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, o líder chinês disse que seu país vai ajudar o FMI e outras grandes agências financeiras internacionais.

"Nós estamos dispostos a discutir vários planos de financiamento para o FMI com os membros do Fundo, de uma forma franca e positiva", afirmou Liu. As informações são da Dow Jones.

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