Focus aponta inflação maior em 2013, em 5,70%

Analistas também projetaram um juro menor no fim do ano, em 8,25%; Estimativa anterior era de que a Selic encerrasse 2013 em 8,5%

Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

22 de abril de 2013 | 09h09

A projeção de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2013 subiu de 5,68% para 5,70%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 22, pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,71%. Para 2014, a projeção subiu de 5,70% para 5,71%. Há quatro semanas, estava em 5,60%.

A projeção de inflação para os próximos 12 meses subiu de 5,42% para 5,53%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,42%. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2013 no cenário de médio prazo caiu de 5,73% para 5,72%. Para 2014, a previsão dos cinco analistas segue em 6,05% pela sexta semana. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,72% e de 6,05% para cada ano, respectivamente.

Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em abril de 2013 subiu de 0,42% para 0,44, acima do 0,40% previsto há quatro semanas. Para maio de 2013, caiu de 0,32% para 0,31%. Há quatro semanas, estava em 0,33%.

Selic

Os economistas consultados na pesquisa Focus reduziram a previsão para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2013 de 8,50% para 8,25% ao ano. Para o fim de 2014, a mediana das projeções segue em 8,50% ao ano. Há quatro semanas, as duas projeções estavam em 8,50% ao ano.

A expectativa para a Selic no fim de maio segue em 7,75% ao ano, o que indica alta de 0,25 ponto porcentual em relação aos atuais 7,50% ao ano na próxima reunião do Copom. A projeção para Selic média em 2013 caiu de 7,88% para 7,81% ao ano. Estava em 7,81% há quatro semanas. Para 2014, segue em 8,50% ao ano. Estava em 8,50% há quatro semanas.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para a Selic no fim de 2013 no cenário de médio prazo segue em 8,50% ao ano. Para o fim de 2014, continua em 8,38% ao ano.

Câmbio

A mediana das projeções para a taxa de câmbio ao final de 2013 segue em R$ 2,00 há oito semanas. Para o fim de 2014, a mediana segue em R$ 2,05 há cinco pesquisas. O o mercado financeiro manteve a previsão para a taxa média de câmbio em 2013 em R$ 2,00. Para 2014, a projeção subiu de R$ 2,03 para R$ 2,04. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 1,99 neste ano e R$ 2,04 no próximo.

Para o fim de abril, a estimativa segue em R$ 1,99. Para maio, segue em R$ 2,00. A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2013 segue em R$ 2,00. Para 2014, segue em R$ 2,02.

PIB

A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 foi mantida em 3,00% na pesquisa Focus divulgada há pouco pelo Banco Central. Para 2014, a estimativa de expansão segue em 3,50%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 3,00% e 3,50%.

A projeção para o crescimento do setor industrial em 2013 recuou de 3,00% para 2,86%. Para 2014, economistas preveem avanço industrial de 3,75%, ante 3,80% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 3,00% para 2013 e de 3,95% em 2014 para o setor.

Transações correntes

O mercado financeiro elevou a previsão de déficit em transações correntes em 2013. Pesquisa semanal Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano subiu de US$ 68,00 bilhões para US$ 68,66 bilhões. Há um mês, estava em US$ 65,00 bilhões. Para 2014, a previsão de déficit nas contas externas subiu de US$ 72,90 bilhões para US$ 73,95 bilhões, ante US$ 70,50 bilhões há quatro semanas.

Na mesma pesquisa, economistas reduziram a estimativa de superávit comercial em 2013 de US$ 10,64 bilhões para US$ 10,60 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 13,00 bilhões. Para 2014, a projeção caiu de US$ 12,00 bilhões para US$ 11,30 bilhões. Há quatro semanas, essa estimativa estava em US$ 13,30 bilhões.

A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões para 2013 e para 2014, mesmos valores de quatro semanas atrás.

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