Ford chega a acordo com sindicato e Europa joga duro com GM

A Ford Motor chegou a um acordo preliminar com a United Auto Workers que poderá cortar os pagamentos em dinheiro para a assistência de saúde dos aposentados pela empresa. Enquanto isso, os governos europeus descartaram algum plano de socorro para as unidades Opel e Saab, da General Motors. O Tesouro norte-americano nomeou também Steven Rattner, cofundador da empresa de private equity Quadrangle Group, como consultor para a reestruturação do setor automotivo. O Tesouro estudava ainda uma ajuda extra do governo para a GM e para a Chrysler. Demonstrando a profundidade da crise no setor, algumas plantas da Volkswagen adotaram pela primeira vez em 26 anos turnos semanais mais curtos. Além disso, a fabricante de autopeças Continental declarou que precisa de 5 ou 6 bilhões de euros de financiamento e também de um apoio externo. A Ford, única montadora dos Estados Unidos que não precisou de ajuda do governo para sobreviver à crise, disse que o acordo com o sindicato dará a opção de pagar em ações até 50 por cento das obrigações no sistema de assistência de saúde, poupando quase 7 bilhões de dólares em dinheiro. A GM, que por causa do acordo de 13,4 bilhões de dólares com o governo também precisa converter em ações metade de suas obrigações em dinheiro com a VEBA (Voluntary Employees Beneficiary Association), afirmou nesta segunda-feira que ainda está em negociações com o sindicato. Na Europa, o futuro das operações da GM era incerto com a reticência de Alemanha e Suécia em fornecer apoio emergencial às unidades Opel e Saab. Nesta segunda-feira, a Alemanha disse que vai esperar a apresentação de um plano de negócios pela empresa, esperado para sexta-feira, antes de pensar em garantias estatais. A ministra da Indústria da Suécia, Maud Olofsson, disse que também não deve estudar garantias de crédito para a Saab, a não ser que a fabricante de automóveis encontre um investidor privado para dar apoio ao seu plano de negócios.

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