Ford deve superar Toyota e retomar 2º lugar nos EUA em 2010

Segundo analistas, gigantesco recall da montadora japonesa irá custar mais de 1 ponto porcentual de participação no mercado

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

11 de fevereiro de 2010 | 18h21

Os analistas do site especializado na indústria automobilística Edmunds.com estimam que o gigantesco recall da Toyota Motor vai custar a montadora japonesa mais de 1 ponto porcentual de participação no mercado dos EUA este ano, o que resultaria no avanço da Ford Motor para o segundo lugar atrás apenas da General Motors.

 

"Antecipamos que a General Motors, Ford e Honda vão conquistar a maioria das vendas perdidas pela Toyota", disse o analista sênior da Edmunds.com Ray Zhou.

 

A Toyota, conhecida por sua reputação de confiabilidade, está trabalhando para consertar os problemas em milhões de veículos atingidos pelo recall por causa do risco de uma repentina aceleração. Em todo o globo, o recall vai atingir 8,5 milhões de veículos, incluindo o popular carro híbrido da marca, o Prius.

 

Para os analistas da Edmunds.com, parece claro que a Ford vai superar a Toyota e retomar sua posição de segunda maior montadora do mercado americano. A única montadora americana a evitar a falência no ano passado, a Ford vem registrando fortes vendas nos últimos meses e até mesmo superou a Toyota em vendas durante vários meses de 2009. Em janeiro, as vendas da Toyota ficaram 15% abaixo das da Ford. A Toyota superou a Ford em vendas nos EUA, em uma base anual, em 2007.

 

Antes do recall, a Toyota estimava uma participação e mercado recorde de ao redor de 17,6% nos EUA no final do ano, logo atrás da General Motors com 17,9%. A Toyota agora espera registrar uma participação de mercado de 16,5%, que ainda a deixaria confortavelmente na posição de terceira maior montadora do mercado americano.

 

A Ford está projetando alcançar uma participação de mercado de 16,6% este ano e a GM obter 18,1%. O site Edmunds.com também alertou que os consumidores podem ver "aumentos de preços sem precedentes por parte das montadoras nos próximos anos", à medida que a indústria concentra mais recursos para a questão de segurança. As informações são da Dow Jones.

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