Ford e Nissan receberão US$ 7,5 bi para reequipar fábricas

Departamento de Energia dos EUA concederá verba para criação de veículos mais eficientes no consumo

Danielle Chaves, da Agência Estado

23 de junho de 2009 | 13h57

A Ford Motor e a Nissan Motor receberão um total de US$ 7,5 bilhões em empréstimos federais para desenvolverem veículos mais eficientes no consumo de combustível, informou nesta terça-feira, 23, o secretário de Energia americano, Steven Chu. Os empréstimos serão feitos pelo Departamento de Energia dos EUA (DoE).

 

De acordo com o documento distribuído por Chu, a Ford receberá US$ 5,9 bilhões para usar em fábricas de cinco Estados norte-americanos, enquanto a Nissan terá US$ 1,6 bilhão para investir em sua unidade no Tennessee. O executivo-chefe da Ford, Alan Mulally, disse que prevê reembolsar o empréstimo em 2012.

 

A Ford evitou pedir ao governo dos EUA o mesmo tipo de ajuda financeira fornecida para a General Motors e a Chrysler, mas isso não significa que a companhia está operando sozinha. A montadora vem tentando garantir de governos de todo o mundo centenas de milhões de dólares em empréstimos diretos e em garantias de empréstimos.

 

Segundo o documento, o DoE está em discussões com a Chrysler Group sobre possíveis empréstimos e está esperando o resultado da reorganização da GM. "Esses empréstimos são destinados a garantir a competitividade nos EUA", disse Chu.

 

O secretário também confirmou que a Tesla Motors vai receber US$ 465 milhões para aperfeiçoar um de seus veículos de consumo de combustível mais eficiente. Chu afirmou que espera fazer concessões a fornecedores de autopeças e fabricantes de baterias dentro dos próximos meses.

 

O Congresso dos EUA aprovou a criação de um fundo de US$ 25 bilhões em 2008 para ajudar as montadoras e fornecedores de autopeças a desenvolverem veículos e componentes verdes. As companhias do setor automotivo precisam atingir padrões de eficiência no consumo de combustível de, no mínimo, 35 milhas por galão até 2020, um aumento de 40% em relação aos níveis atuais. As informações são da Dow Jones.

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