Ford vê expansão mais lenta na América do Sul em 2008

A Ford prevê seguir crescendo naAmérica do Sul no ano que vem, mas não como em 2007, período emque a produção deve bater recordes em vários países, afirmou oprincipal executivo da empresa para a região. Este ano a empresa deve obter vendas recordes no Brasil,Argentina e Venezuela e planeja continuar investindo na regiãopara atender à crescente demanda. "O crescimento deve ser um pouco menor, mas vamos seguircrescendo", afirmou na terça-feira à Reuters o presidente dadivisão sul-americana da Ford, Dominic DiMarco. A empresa espera que a indústria brasileira encerre 2007com 2,3 milhões de veículos vendidos, contra de 1,9 milhão deunidades no ano passado, disse o executivo. A Anfavea, entidade que representa a indústria automotivano país, disse recentemente que esse número poderia inclusivechegar a 2,8 milhões em 2007. A Argentina, o mercado que tem crescido mais rapidamente naregião, deve fechar o ano com entre 550 e 600 mil unidadesvendidas, contra 442 mil unidades em 2006. Na Venezuela, o mercado interno deve vender 480 milunidades, contra 343 mil no ano anterior. O bom rendimento da empresa na América do Sul, mercado noqual ela ocupa o quarto lugar (atrás da GM, Volkswagen e Fiat), contrasta com o fraco desempenho da companhia nos EstadosUnidos, onde ela está fechando 16 fábricas. Entre janeiro e agosto deste ano, a Ford vendeu 171.977veículos no Brasil, contra 138.676 unidades no mesmo período doano passado. Na Argentina, a companhia vendeu 52.638 unidades nos oitoprimeiros meses deste ano, contra 46.502 no mesmo período de2006, informou a assessoria de imprensa da montadora. A Venezuela também apresentou crescimento expressivo, de37.102 para 44.411 unidades vendidas no mesmo período. No Brasil, a empresa se beneficiou nos últimos cinco anosnão só pelo crescimento econômico do país, mas também pelagrande aceitação do modelo EcoSport. A Ford anunciou no Brasil que começará a produzir um novomodelo na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, apartir do início de 2008. DiMarco afirmou que não podia revelar o tipo de carro queserá fabricado, mas disse que será um automóvel para umsegmento "forte", um produto no qual a empresa investiu 60milhões de dólares, e que pretende exportar para a Argentina eprovavelmente para outros países da América do Sul. Aassessoria da Ford informou posteriormente que cerca de 100milhões de dólares adicionais devem ser injetados no projeto. Além disso, empresa seguirá com seus planos de investir 1,1bilhão de dólares na moderna fábrica de Camaçari, na Bahia,para atender à demanda crescente, o que incluiu a compra dafábrica de jipes Troller, em Fortaleza. Nos últimos cinco anos, DiMarco ajudou a implementar umaestratégia para reduzir custos e aumentar a produtividade nasfábricas da companhia, concentrando a produção de cada modeloem apenas um país, e exportando aos outros. A única fábrica quenão segue esta regra é a de Cuautitlán, no México, que produzpara o seu mercado interno. O executivo evitou comentar rumores de que a Ford poderiafechar uma fábrica no México ou transferir a unidade para oBrasil.

ADRIANA GARCIA, REUTERS

12 de setembro de 2007 | 16h44

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