França, Itália e Espanha prorrogam restrição de vendas a descoberto

  O objetivo ainda é conter a volatilidade restringindo estratégias de operação que geram lucro quando o valor das ações cai.

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

28 de setembro de 2011 | 16h36

A Espanha, a Itália e a Franca anunciaram nesta quarta-feira, diz 28, que continuarão restringindo as vendas a descoberto de ações de empresas do setor financeiro até que as condições de mercado melhorem. O objetivo é conter a volatilidade restringindo estratégias de operação que geram lucro quando o valor das ações cai.

No caso da Espanha, a medida se aplica a papéis de bancos locais e de empresas relacionadas ao setor financeiro, como a operadora Bolsas y Mercados Españoles, as seguradoras Mapfre e Grupo Catalana de Occidente e a corretora Renta 4 Servicios de Inversion.

Segundo a agência reguladora do setor financeiro espanhol (CNMV), as restrições foram prorrogadas por causa da "contínua instabilidade do mercado". As medidas estão em vigor desde meados de agosto, quando houve piora da crise na Europa.

Na Itália, a prorrogação foi reiterada pela Consob, agência reguladora do mercado de capitais da Itália, até pelo menos o dia 11 de novembro. As restrições seriam removidas em 30 de setembro, mas as condições de mercado ainda estão muito turbulentas

Também na França, a AMF, agência reguladora do mercado de capitais do país, estendeu a medida até 11 de novembro. A agência anunciou também que continuará monitorando os mercados financeiros em conjunto com os demais reguladores da Europa e ressaltou que pode remover as restrições às vendas a descoberto se houver condições para isso.

As informações são da Dow Jones.

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