Frente fria e chuvas aliviam cafeicultores

Clima beneficiou lavouras de todo o Estado, que vinham sofrendo com calor e seca desde agosto

Fábio Marin, do Estadão,

31 de outubro de 2007 | 18h12

Após três meses de seca e calor, uma frente fria chegou ao Sudeste e trouxe chuvas generalizadas e intensas. A precipitação acumulada na semana passou de 60 milímetros em Campinas, Piracicaba e Presidente Prudente, e chegou a 155 milímetros em Barretos. A chuva elevou o armazenamento hídrico do solo, mas a umidade ainda está baixa em Guaratinguetá, São Carlos, São José do Rio Pardo e Sorocaba. Nas demais localidades, porém, as reservas de água no solo já estão acima de 50% da capacidade máxima de armazenamento, permitindo o início da semeadura da soja, do milho e do algodão.  A expectativa é a de que a semeadura da safra de verão se intensifique e que as chuvas continuem para assegurar a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras. Recomenda-se que a semeadura seja concluída até dezembro, pois a partir daí os riscos de perdas se elevam e a semeadura não é mais indicada. Alívio A chuva beneficiou os cafezais do Estado, que vinham sofrendo com a seca e com o calor desde agosto. Apesar do alívio, a expectativa continua, pois a regularidade da chuva é vital para garantir o pegamento de novas floradas. O tempo também beneficiou os canaviais do oeste e noroeste paulista e animou pecuaristas, com a perspectiva de retomada no crescimento das pastagens. A chuva atrasou as operações de campo, mas a colheita continua nas parreiras de uva itália em Jales; nos bananais de Registro e Iguape; nos pomares de pêssego e laranja de Jundiaí, Valinhos, Matão, Botucatu e Itápolis e nas lavouras de feijão das águas e melancia de Capão Bonito, Itapeva e Marília. *Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária

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