Frota da aviação geral cresce,mas está longe do patamar de 1993

A frota da aviação geral brasileiravoltou a crescer em 2007, mas ainda está longe do patamar de1993, melhor ano para o setor nos últimos 15, quando teve umaelevação de 3,5 por cento sobre o ano anterior. O segmento viveu seu pior ano em 2003, quando o dólarchegou a 4 reais, e a frota praticamente não cresceu. Em 2007,entretanto, retomou a rota de crescimento com perto de 2,5 porcento de elevação. De acordo com Rui Thomaz de Aquino, presidente daAssociação Brasileira de Aviação Geral (Abag), "o setor devecontinuar a crescer 2,5 por cento ao ano" pelos próximosexercícios. Ele lembrou que a atual frota brasileira, com 10.562aeronaves, é a segunda maior do mundo, depois apenas da dosEstados Unidos, mas esta última tem hoje algo como 230 milaeronaves, o que coloca o Brasil em um distante segundo lugar. Segundo dados apresentados nesta quarta-feira pela Abag, 75por cento da frota têm mais de 15 anos de vida, período em que"o custo da manutenção passa a ser alto e a tecnologia já émuito antiga", o que, na sua avaliação, exigiria uma renovação. Na aviação executiva, entretanto, a situação é outra, deacordo com os dados da Abag. Nesse segmento, 52 por cento dosjatos e 66 por cento dos helicópteros têm menos de 15 anos. A aviação executiva cresceu perto de 5 por cento em 2007 e,pelo volume de aeronaves contratadas, deverá alcançar 10 porcento de crescimento anual nos próximos cinco anos, de acordocom o executivo. Entre as 10,5 mil aeronaves da aviação geral estão 6,7 milmonomotores, 1,8 mil bimotores, 633 turboélices, 308 jatos e1.087 helicópteros. A frota de helicópteros teve um aumento de 160 por centonos últimos 15 anos. Da frota de 1.087, 400 estão em São Paulo,cidade que só perde para Nova York em número desse tipo deveículo em todo o mundo. Os dados foram apresentados durante a abertura da LatinAmerican Business Aviation & Exhibition (Labace 2008). (Por Taís Fuoco, Edição de Vanessa Stelzer)

REUTERS

13 de agosto de 2008 | 14h08

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