Fábio Gonzalez/GM do Brasil
Fábio Gonzalez/GM do Brasil

Funcionários da GM mantêm greve por reajuste salarial na fábrica de São Caetano do Sul

Greve começou na última sexta-feira, pouco mais de um mês após a volta das operações na fábrica; Fiat inicia suspensão de contratos na fábrica de Betim (MG)

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2021 | 22h41

Mais de 4 mil trabalhadores do setor produtivo da General Motors de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, mantêm a greve iniciada na última sexta-feira em protesto contra a intenção da empresa de adiar a reposição salarial da data-base de setembro para fevereiro e reduzir direitos dos funcionários.

A produção dos modelos Onix Joy, Spin e Tracker segue paralisada, afirmou o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano. Hoje, a empresa repetiu, em nota, o que divulgou na sexta-feira. “Estamos fazendo todos os esforços para chegar a um acordo que seja bom para ambas as partes.” Há negociações em andamento, mas não houve acordo.

A greve ocorre pouco mais de um mês após a fábrica retomar atividades em um turno, após quase três meses fechada em razão da falta de semicondutores e para realizar obras para a produção da nova picape Montana. O segundo turno foi retomado há uma semana.

Hoje, teve início na fábrica da Fiat em Betim (MG) um programa de lay-off (suspensão de contratos) para 1,8 mil funcionários por três meses. A unidade emprega 13 mil pessoas, incluindo pessoal administrativo, e produz Strada, Argo, Mobi, Uno, Grand Siena, Dobló e recentemente entrou em linha o Pulse, que será lançado este mês.

A Renault abriu na semana passada um Programa de Demissão Voluntária para 250 funcionários em São José dos Pinhais (PR) e colocará outros 300 em lay-off por cinco meses. O complexo emprega 6.450 pessoas. Na Volkswagen, a produção em São Bernardo do Campo (SP) foi suspensa por dez dias a partir do dia 27 e a empresa avalia o lay-off para operários de um turno a partir de novembro. 

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