Funcionários da Renault iniciam greve em São José dos Pinhais

Paralisação ocorreu após sindicatos receberem uma proposta de reajuste que não agradou os trabalhadores

EFE,

04 de setembro de 2009 | 15h29

Os cerca de cinco mil funcionários da fábrica da Renault na cidade de São José dos Pinhais (PR) começaram nesta sexta-feira, 4, uma greve por tempo indeterminado para pressionar melhoras salariais, informaram fontes sindicais.

 

A paralisação se soma à iniciada na quinta-feira passada pelos 3.500 trabalhadores da fábrica que a Volkswagen-Audi tem na mesma cidade e que igualmente estão em processo de negociação de aumento salarial anual com os fabricantes.

 

A paralisação na Renault-Nissan foi aprovada em uma assembleia convocada pelos sindicatos na manhã desta sexta-feira para analisar uma proposta de reajuste salarial apresentada pela subsidiária no Brasil do fabricante francês e que não agradou os trabalhadores.

 

A direção da empresa propôs um aumento de 4,7%, equivalente à inflação dos últimos 12 meses, e o pagamento a cada trabalhador de um bônus adicional único de R$ 1.500.

 

Segundo o Sindicato de Metalúrgicos da Grande Curitiba, que representa os trabalhadores da Renault, a proposta é pior que uma apresentada anteriormente pela empresa e que previa um reajuste de 5,7% nos salários.

 

Os trabalhadores da fábrica reivindicam aumento salarial de 11% e bônus de R$ 2 mil.

 

"A Renault teve tempo suficiente para melhorar sua proposta, mas infelizmente apresentou algo pior. Decidimos paralisar a produção até que haja um avanço na negociação", afirmou o presidente do Sindicato de Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sergio Butka.

 

Segundo o líder sindical, a greve se manterá pelo menos até a próxima terça-feira, quando os negociadores da empresa e dos trabalhadores voltarão a se reunir, já que na segunda-feira é feriado nacional.

 

Na fábrica da Renault em São José dos Pinhais são produzidos diariamente uma média de 780 automóveis das marcas Renault e Nissan.

 

Em setembro do ano passado os funcionários das plantas da Renault-Nissan, Volkswagen-Audi e Volvo na região metropolitana de Curitiba paralisaram suas atividades pouco mais de uma semana até alcançar um acordo com os fabricantes em torno do aumento salarial que pediam.

 

A região metropolitana de Curitiba, um importante polo automotivo no sul do Brasil, produz diariamente cerca de 1.400 automóveis e 77 ônibus em fábricas nas quais trabalham 9.200 funcionários.

 

Os aumentos salariais são negociados no meio de uma conjuntura de queda da produção dos automóveis no Brasil como consequência da crise econômica mundial.

 

Segundo dados divulgados hoje pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção acumulada nos oito primeiros meses do ano foi de 2.047.710 veículos, 11,9% menos que no mesmo período do ano passado.

 

As vendas acumuladas entre janeiro e agosto foram de 1.993.332 veículos, o que representa avanço de 2,7% frente aos primeiros oito meses de 2008.

 

Apesar de a produção ter caído este ano como consequência da crise internacional, que afetou principalmente as exportações, as vendas internas aumentaram graças às medidas adotadas pelo Governo para enfrentar a crise e que permitiram uma redução dos preços dos automóveis. EFE

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