Funcionários da Usiminas Automotiva cruzam os braços

Cerca de 1.600 trabalhadores realizaram uma paralisação em frente à Usiminas Automotiva, em Pouso Alegre (MG), nesta quarta-feira, 13. Eles resolveram cruzar os braços contra a proposta de aumento salarial oferecida pela companhia de 5,76%. O sindicato da categoria pede 10% de reajuste no piso e 8% para quem ganha acima dele. Eles também reivindicam o fim do banco de horas.

RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA AE, Agencia Estado

13 de novembro de 2013 | 18h41

A unidade fica localizada às margens da Rodovia Fernão Dias, conhecida como a "Rota do Aço". Os trabalhadores aderiram a uma paralisação que há três dias atinge o setor automobilístico na cidade. Algumas reuniões já foram realizadas com representantes da companhia e uma nova proposta foi apresentada no final da tarde.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre, desta vez foram oferecidos reajuste de 7% e abono de R$ 600, além de estabilidade no emprego até o fim deste ano. Parte dos trabalhadores aceitou e já retornou ao trabalho. Entretanto, a decisão final será tomada em assembleia marcada para as 6h de quinta-feira, 14, quando os funcionários decidirão se aprovam a oferta ou se continuam em greve.

De acordo com sindicalistas, somente o setor administrativo não aderiu à paralisação. Todos os demais interromperem as atividades. Procurada, a empresa não retornou os contatos da reportagem.

Negócio

A Usiminas Automotiva atua na área de autopeças e oferece produtos para as montadoras, principalmente, de caminhões e tem entre seus clientes empresas como Ford, Fiat, Iveco e Peugeot Citroen.

Há quatro meses a companhia foi negociada por R$ 210 milhões com a Aethra, empresa que atua no setor de peças e componentes de sistemas para veículos leves. O objetivo da aquisição por parte do novo dono é justamente entrar no segmento de veículos pesados. A venda ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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