Funcionários públicos fazem greve na Bélgica contra reformas

Servidores protestam contra a mudança do sistema previdenciário, uma das medidas do governo para cortar € 11 bilhões  do orçamento e reduzir a dívida e o déficit do país

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2011 | 14h55

BRUXELAS - Os funcionários do setor público da Bélgica cruzaram os braços, nesta quinta-feira, 22, contra um plano para reforma no sistema previdenciário. O transporte público foi afetado pelo país, no último dos protestos contra medidas de austeridade na Europa.

Os trens, incluindo as rotas internacionais da Thalys e da Eurostar, estavam paralisados. Havia grandes congestionamentos em Bruxelas, onde ônibus, trens e metrôs não estavam operando.

"Este é um grande sucesso", afirmou Francis Wegimont, chefe do sindicato CGSP, na região falante de francês da Valônia. "Nossos membros estão determinados e especialmente furiosos."

Os funcionários dos correios, professores, emissoras públicas e guardas prisionais participam da greve de 24 horas contra as mudanças nas pensões, propostas pelo governo socialista do primeiro-ministro Elio Di Rupo, que assumiu o poder em 6 de dezembro. O governo de coalizão pretende cortar 11 bilhões de euros do orçamento, para reduzir a dívida e o déficit - respectivamente em 96,2% e 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010.

Di Rupo disse que manterá os pagamentos, mas por causa do envelhecimento da população ele pretende retardar a idade para a aposentadoria antecipada de 60 para 62 anos, exceto em alguns casos. O Parlamento deve debater o plano de reforma nesta quinta-feira. Os sindicatos reclamam da reforma e também do fato de os trabalhadores não terem sido consultados.

As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
funcionáriosgrevebélgicareformas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.