Fundador da americana JetBlue monta companhia aérea no Brasil

O fundador da JetBlue Airways, DavidNeeleman, revelou nesta quinta-feira planos para uma novacompanhia aérea, de baixo custo, no Brasil. A nova empresa,ainda sem nome, terá frota inicial de três jatos Embraer 195 edeve estar pronta para operar no início de 2009, afirmou oexecutivo. Após três anos de funcionamento, a expectativa é que a novaempresa acrescente um novo avião por mês à sua frota e tenha umtotal de 76 aeronaves após cinco anos. Assim como a JetBlue, companhia aérea norte-americanavoltada para o segmento de baixo custo que Neeleman fundou em1998, a nova empresa brasileira oferecerá tarifas mais baixas eusará uma estrutura de rotas ponto-a-ponto que transporta ospassageiros de uma cidade à outra sem escalas. A nova companhia enfrentará concorrência da TAM e do grupoGol, que juntos comandam cerca de 90 por cento do mercadodoméstico de aviação brasileiro. Mas com o crescimento da economia do país e expansão dasviagens aéreas anualmente num ritmo na casa dos dois dígitos,Neeleman aposta que há espaço para uma nova empresa num mercadono qual os passageiros possuem poucas opções. Neeleman, 48, possui um longo histórico na indústria aéreanos Estados Unidos. Ele começou vendendo pacotes turísticospara o Havaí na época que estudava na faculdade, antes defundar a companhia aérea Morris Air em 1984. Em 1993, ele vendeu a Morris para a Southwest Airlines por22 milhões de dólares em ações. Cinco anos depois, ele fundou aJetBlue, cujo modelo de negócios de baixo custo e oferta dealgumas regalias aos passageiros (como televisão ao vivo eassentos de couro) ajudou a redefinir as viagens aéreas. Como nasceu no Brasil, Neeleman não se enquadra em uma leique limita a 20 por cento a propriedade de companhias aéreasnacionais por estrangeiros. Ele foi criado nos Estados Unidos,mas retornou ao Brasil como missionário mórmon, uma experiênciaque o ajudou a aperfeiçoar seu português. Em maio de 2007, Neeleman foi afastado do cargo depresidente-executivo da JetBlue depois que uma interrupção noserviço deixou milhares de passageiros impossibilitados deviajar e custou à empresa mais de 30 milhões de dólares. Desdeentão, ele ocupa o cargo de presidente-não-executivo doconselho.

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