Fundo Soberano ainda não atuou no câmbio, diz Augustin

Secretário assegurou que o governo vai informar ao mercado quando iniciar as operações do FSB no  câmbio

Adriana Fernandes e Fábio Graner, da Agência Estado,

28 de setembro de 2010 | 11h16

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, avaliou há pouco que o mercado financeiro não pode ter "total segurança" de como é a política de câmbio do governo, porque isso tornaria mais fácil a "compra e venda de dólares de curto prazo, de caráter mais especulativo."

"A gente sempre procura evitar isso", disse Augustin. Ele informou que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) ainda não atuou no mercado de câmbio comprando dólares. "Ele (o fundo) vai atuar quando se entender que é o momento. É uma avaliação diária", disse Augustin.

O secretário assegurou, no entanto, que o governo vai informar ao mercado quando iniciar as operações do FSB no  câmbio. Augustin disse que será informada uma sistemática da divulgação.

O secretário confirmou que o Tesouro acelerou sua política de compra de dólares para o pagamento de compromissos da dívida externa. Pelas regras, o governo pode comprar dólares antecipadamente para pagar compromissos que vencem nos próximos dois anos. Nesse sentindo, Augustin informou que o Tesouro já adquiriu quase a totalidade dos vencimentos marcados para os próximos dois anos.

"Estamos muito próximos dos dois anos que estamos autorizados a comprar. Não vou dar mais informações porque faz parte da nossa estratégia não entrar em detalhes sobre a nossa política de câmbio, disse Augustin, destacando que se fornecesse o total das compras, o mercado faria as contas e o governo quer dar imprevisibilidade nas sua atuação no mercado de câmbio. Ele destacou que uma das vantagens do FSB atuar no mercado e câmbio é justamente essa, a da imprevisibilidade, já que não limite para a atuação.

Augustin informou também que o FSB atuou na operação de capitalização da Petrobras com os recursos que estão depositados no Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização (FFIE). Ele não deu detalhes de como foi a atuação do fundo, alegando impedimento pelas regras da Comissão de Valores Mobiliários . O FFIE tem depositados R$ 18 bilhões. 

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