Fundo TMG investe R$ 220 mi na Boa Vista Serviços

O fundo de private equity TMG Capital aportou R$ 220 milhões na empresa Boa Vista Serviços, lançada oficialmente hoje, em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A Boa Vista Serviços foi criada por meio da desmutualização da área de análise de crédito da ACSP. Essa área engloba o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

SILVANA MAUTONE, Agencia Estado

22 de dezembro de 2010 | 17h03

A ACSP é a sócia majoritária da nova empresa, com cerca de 65% da composição acionária. O TMG adquiriu 25% da companhia e os 10% restantes pertencem ao Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, à Associação Comercial do Paraná e à Câmara dos Dirigentes Lojistas de Porto Alegre.

A transformação do SCPC em uma empresa separada da ACSP, no modelo de sociedade anônima, havia sido anunciada no último mês de abril, assim como a parceria com o fundo TMG, mas só agora o processo de due diligence (análise das informações da empresa) foi concluído.

Segundo o sócio-presidente do TMG, Luiz Francisco Viana, não está descartado futuramente um IPO (processo de abertura de capital) da Boa Vista Serviços. "Mas isso pode variar de três a oito anos, pela experiência que já tivemos com outras empresas em que investimos", disse. Ainda de acordo com ele, o TMG pode ampliar sua participação acionária na Boa Vista Serviços em até 40%, por meio de novos aportes financeiros, conforme estipulado em contrato.

Ao longo de 2009, o SCPC teve faturamento de R$ 320 milhões. O valor deste ano não foi divulgado. O objetivo da nova empresa é competir com a Serasa Experian e com a Equifax.

O presidente da Boa Vista Serviços, Dorival Dourado, não revelou estimativas de faturamento e de participação de mercado da nova empresa. "O que posso dizer é que vamos crescer acima da média do setor, que hoje gira em torno de 20% ao ano."

Segundo o presidente do fundo de private equity, estão nos planos da Boa Vista Serviços crescer por meio de novas aquisições, mas não apenas na área de análise de crédito. "Vamos oferecer não apenas produtos creditícios", afirmou. Entre as possibilidades de novos serviços ele citou como exemplo pesquisas de comportamento de mercado. "Em outros países, cerca de 15% do faturamento de empresas de bureau de crédito já vêm de produtos e serviços que não estão relacionados a crédito", disse. "Queremos seguir esse modelo."

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