Fundos negociam com grupo português oferta conjunta por PT

Apax Partners e Bain Capital tentam parceria com Semapa para fazer à Oi proposta por ativos da PT em Portugal

Mariana Sallowicz, O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2014 | 21h46

Os fundos de investimentos Apax Partners e Bain Capital negociam uma parceria com o grupo português Semapa, com sede em Lisboa, para fazerem uma oferta em conjunto pela operadora Portugal Telecom (PT), apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, com fontes de mercado.

Os fundos se reuniram nesta quarta-feira, 26, com a Semapa, do empresário português Pedro Queiroz Pereira, para discutir os detalhes da operação. A Semapa atua com a gestão indireta de participações em três áreas de negócios: papel, por meio do grupo Portucel, cimentos e derivados, com participações no Grupo Secil, e ambiente, pelo ETSA. Em seu site, a empresa informa que possui mais de 5.000 colaboradores e presença em vários continentes.

Há expectativas “positivas” de que o acordo irá evoluir, segundo a fonte. Na sequência, Apax e Bain Capital vão apresentar a proposta final aos seus comitês de investimento.

Os fundos querem colocar na mesa da operadora brasileira uma oferta firme amanhã. Há duas semanas, os dois fundos apresentaram, juntos, uma proposta pelos ativos portugueses da Oi, após oferta firme do grupo francês Altice. Os fundos buscavam um parceiro local para formalizar a oferta final, o que seria bem visto em Portugal. A tele é considerada uma “campeã nacional” e a sua venda para um parceiro do país é bem vista pelos consumidores.

A oferta inicial feita pelos fundos à Oi foi de A 7,075 bilhões, com dois pagamentos de A 400 milhões condicionados ao cumprimento de metas de geração de receitas e outros aspectos financeiros. Os parceiros podem elevar a oferta amanhã.

Outro ponto que estava pendente para a oferta firme já foi solucionado, conforme informou o Estado. Os fundos acertaram com um consórcio de bancos, liderados pelo Barclays, a garantia de financiamento de 70% da operação. Os outros 30% virão de recursos próprios. Além do Barclays como banco líder e financiador, a operação terá a participação do Bank of America Merrill Lynch e do UBS.

Pressa A Oi tem pressa na conclusão da venda da PT e pode escolher uma das ofertas já amanhã, disse a fonte. Os recursos serão utilizados no processo de consolidação do setor de telecomunicações no País. Após se desfazer dos ativos portugueses, a tele brasileira pretende fazer uma oferta para a Telecom Itália pela TIM, ao lado da América Móvil (controladora da Claro) e da Telefônica (Vivo). Outro destino para o dinheiro é a redução do seu endividamento, atualmente em cerca de R$ 48 bilhões.

Tudo o que sabemos sobre:
telefoniaportugal telecom

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.