Furlan: alta do dólar favorece receita com exportação

O membro do conselho de administração da BRF Brasil Foods e presidente da Galf Empreendimentos, Luiz Fernando Furlan, disse que a recente valorização do dólar irá impactar positivamente as receitas da companhia. "A empresa exporta mais de 40% de suas vendas totais", explica o executivo, que participa do evento "A construção de um Brasil Competitivo", promovido hoje pela revista Exame, em São Paulo.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, ANNE WARTH E SUZANA INHESTA, Agencia Estado

30 de setembro de 2011 | 13h05

Sobre efeitos negativos do avanço do dólar ante o real sobre a dívida da companhia, Furlan enfatizou que o endividamento da BRF está equilibrado. "O que tem sido publicado na imprensa, que poderemos ter problemas com a dívida, não leva em conta os mecanismos de hedge, além do hedge natural que são as exportações de US$ 500 milhões por mês da BRF", declarou. Ao final de junho, a empresa tinha uma dívida bruta de R$ 7,51 bilhões, dos quais R$ 4,048 bilhões em moeda estrangeira. O endividamento líquido era de R$ 3,5 bilhões, representando um grau de alavancagem de 1,1x, com exposição cambial em US$ 91,2 milhões.

O conselheiro da BRF ainda comentou que as empresas do setor de proteínas estão vivendo um momento de alívio pela melhora do câmbio. "No entanto, seguem penalizadas pela infraestrutura nacional, principalmente em questões de logística e burocracia", declarou. "O setor público tem melhorado, mas todos sabem o que têm que fazer e acertar", completou.

Furlan também ressaltou que há falta de mão de obra na atividade em muitas cidades do País, o que acaba atrapalhando a expansão do setor. "O setor privado está fazendo muito mais que a sua parte, que é sobreviver em um cenário adverso", disse.

Cade

Questionado sobre uma eventual avaliação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do comportamento da empresa no cumprimento do Termo de Compromisso de Desempenho (TCD) firmado com o órgão, após o anúncio das negociações para a compra de ativo da Doux Frangosul, Furlan não quis comentar. "Vim hoje como presidente da Galf Empreendimentos e tudo o que tinha para esclarecer com o Cade foi esclarecido na época da aprovação da fusão Sadia-Perdigão", disse.

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