Furnas estuda empresa para concessões não renovadas

A estatal Furnas, subsidiária da Eletrobras, estuda a possibilidade de constituir uma nova empresa para administrar e disputar os contratos de hidrelétricas que não foram renovados por seus antigos concessionários durante as discussões da Medida Provisória (MP) 579. "São mais de 9 mil MW em usinas que não foram renovadas", afirmou a diretora de Gestão de Novos Negócios e de Participações de Furnas, Olga Simbalista, que participou do Fórum Fontes Energéticas Alternativas, nesta segunda-feira, 23.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

23 de setembro de 2013 | 19h37

O interesse de Furnas por esses ativos surgiu da experiência da estatal na operação de quatro pequenas centrais hidrelétricas (PCH) devolvidas ao governo federal. "A lei diz que, em caso de devolução dos ativos, o governo pode indicar um ente da administração federal para geri-los até os leilões", explicou. As PCH são: Sinceridade e Neblina (ambas usinas devolvidas pela Brookfield), Dona Rita (Cemig) e São Domingos (Celg).

Segundo Olga, a gestão desses ativos mostrou que a remuneração baseada nos custos de operação e manutenção (O&M) pode ser bastante atrativa. "A gente parou para analisar e viu que pode ser um bom negócio. Dependendo da quantidade (de ativos), pode ser um bom negócio. Ganha-se em escala. Se nós otimizarmos a gestão, passarmos a gerir em conjunto e de forma telecomandada, pode ser bastante interessante", justificou a diretora de Furnas.

A executiva afirmou que Furnas teria grande interesse em disputar as usinas não renovas pela Cesp (como Três Irmãos) e Cemig (Jaguara, São Simão e Miranda). "Essas usinas estão próximas à área de atuação de Furnas", disse. As principais hidrelétricas do parque gerador de Furnas estão localizadas, principalmente, no Sudeste, sobretudo em Minas Gerais (MG).

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