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Fusão de TAM e Lan não altera mercado de transporte de cargas, diz Cade

Segundo o relator do caso no órgão, a Latam ainda enfrentará concorrência considerável do setor nas rotas intercontinentais

Eduardo Rodrigues e Célia Froufe, da Agência Estado,

14 de dezembro de 2011 | 17h10

BRASÍLIA - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) considerou na aprovação à fusão da TAM com a chilena Lan que a criação da Latam não alterou significativamente as condições de mercado no transporte de cargas, e por isso não sugeriu nenhuma restrição à atividade da nova companhia nessa modalidade.

Segundo o conselheiro relator do caso, Olavo Chinaglia, mesmo após a fusão, a Latam enfrentará concorrência considerável no transporte de cargas nas rotas intercontinentais (Brasil-Europa e Brasil-Estados Unidos), e na maioria das rotas intercontinentais onde atua (Brasil-Peru, Brasil-Argentina e Brasil-Uruguai). Apenas na rota Brasil-Venezuela já existia uma elevada concentração nas mãos da Lan, mas sem nenhum agravamento devido à operação com companhia brasileira.

Além disso, como a decisão do Cade vetou a fusão das companhias no transporte de passageiros na rota Guarulhos (SP) - Santiago (CHI) - Guarulhos (SP), os efeitos dessa restrição serão sentidos no transporte de cargas nessa rota, que também poderia apresentar certa concentração.

Chinaglia destacou que a atividade de transporte de cargas é menos restritiva à entrada de novas empresas concorrentes do que o transporte de passageiros, pois os voos nessa modalidade têm maior flexibilidade de horário sem a perda de atratividade comercial. Além disso, o transporte de carga demanda menor estrutura aeroportuária de atendimento, além de ter menos exigências de conforto e pontualidade. Por fim, os negócios da Latam no segmento não têm a mesma magnitude da operação com passageiros.

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