Fusão Pão de Açúcar com Carrefour agrega valor ao País, diz BNDES

Segundo vice-presidente da instituição, geração de valor foi uma das razões que motivaram decisão do BNDES de entrar na operação via BNDESpar

Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

30 de junho de 2011 | 12h33

O vice-presidente do BNDES, João Carlos Ferraz, afirmou nesta quinta-feira, 30, que a fusão entre as redes varejistas Pão de Açúcar e Carrefour podem conduzir a um cenário de geração de valor para produtos brasileiros no mercado internacional. Ao analisar o tema, "em um nível conceitual", o executivo afirmou ainda que o possível apoio do banco à união das duas empresas também gerará ganhos do BNDES.

"A União, o projeto que as empresas estão apresentando, visa a criação e a geração de valor para todos. Portanto, se a inovação tem a ver com valor, ela vai gerar valor", disse. Ele acrescentou que a geração de valor é uma das razões que motivaram a decisão do BNDES de entrar na operação, via BNDESpar, braço de investimentos do banco.

Outro ponto destacado por Ferraz foi o reflexo benéfico que a operação teria no desempenho do banco. "Metade do lucro do BNDES é derivada do BNDESpar. Nós vimos aqui uma bela oportunidade de geração de valor, de emprego, que é a nossa missão", disse.

Para o vice-presidente do banco, o projeto também favorece a presença de produtos brasileiros nas gôndolas de supermercados internacionais. "Nós, no nossos supermercados, temos produtos de outros países", lembrou o executivo ao acrescentar que a operação poderia "ser mais um passo" na trajetória de crescimento da penetração de itens brasileiros no mercado internacional já iniciada pelas indústrias de alimentos, agronegócios, moda e de bens de consumo. "Temos que ter mais, uma economia internacionalizada", disse.

Ferraz preferiu não comentar sobre a recente decisão da rede francesa Casino de aumentar a participação no grupo Pão de Açúcar. Quando questionado se as operações entre o Carrefour e o Pão de Açúcar poderiam ser atrapalhadas por uma disputa com o Casino, o executivo se limitou a dizer: "Deixa elas (as negociações) rolarem", concluiu.

(Texto corrigido às 13h12)

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