Fusões devem bater recorde este ano, diz Anbima

 A expectativa é que o volume de negócios supere o de 2007, quando esse mercado movimentou R$ 136,5 bilhões

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

18 de agosto de 2010 | 12h37

As fusões e aquisições devem bater recorde este ano, mesmo com as eleições, prevê a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). "O mercado está aquecido, com muitas transações sendo negociadas neste momento. Vamos ver maior participação de estrangeiros nos negócios, especialmente de asiáticos", diz o coordenador do subcomitê de fusões e aquisições da Anbima, Bruno Amaral. A expectativa é que o volume de negócios supere o de 2007, quando esse mercado movimentou R$ 136,5 bilhões.

Para Amaral, o interesse maior dos estrangeiros pode ser visto no movimento recente no setor de telefonia, com a Telefônica comprando a Vivo e a Portugal Telecom entrando na Oi. No primeiro semestre, o setor respondeu por apenas 2,3% das operações anunciadas que somou R$ 84,8 bilhões. No setor de transporte e logística, ele destaca a fusão entre a TAM e a Lan, anunciada na semana passada.

O destaque entre os estrangeiros comprando ativos no Brasil deve ser a Ásia, principalmente a China, avalia Amaral. No primeiro semestre, os asiáticos responderam por 35,8% dos negócios, seguidos por Europa, com 63,6% e Estados Unidos, ainda como reflexo da crise de 2008, com apenas 0,6%. Um dos que negócios que mostra o apetite dos chineses pelo Brasil foi a venda dos ativos da Plena Transmissora para a State Grid of China, uma das dez maiores operações anunciadas no período.

Sobre as eleições, Amaral, que também é executivo do BTG Pactual, destaca que os candidatos que lideram as pesquisas têm princípios semelhantes para a condução da economia brasileira. "Uma eleição normalmente atrapalha o mercado de fusões, que tem apostas de longo prazo. Nessa eleição específica não vejo isso." 

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