G-20 rejeita ‘desvalorização competitiva’ das moedas

Segundo comunicado do grupo, é necessário um 'sistema de taxas de câmbio determinado pelo mercado, que reflita os fundamentos econômicos'

EFE,

23 de outubro de 2010 | 13h16

Os ministros de Finanças das nações do Grupo dos Vinte (G-20, que reúne os países ricos e os principais emergentes) chegaram a um acordo neste sábado, 23, para uma "ambiciosa" reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), que dará maior poder de decisão aos países em desenvolvimento e rejeitaram a "desvalorização competitiva" das divisas.

Ao término do encontro na cidade sul-coreana de Gyeongju, o organismo expressou em comunicado que "a recuperação da economia global continua avançando, embora de maneira frágil e irregular", e apoiou um "sistema de taxas de câmbio determinado pelo mercado, que reflita os fundamentos econômicos".

O G-20 chegou a acordo para outorgar um maior peso aos países emergentes e em desenvolvimento no FMI, para torná-lo "mais efetivo, crível e legitimado". Os países em desenvolvimento, até agora "pouco representados", terão uma parcela ao redor de 6%, mais do que tinha sido decidido anteriormente pelo G20 (5%).

Os ministros de Finanças do grupo também se mostraram a favor de proteger a "margem de voto dos mais pobres" no Diretório Executivo do Fundo, de 24 membros e onde a Europa cederá dois assentos, segundo decidiu hoje o G-20.

Além disso, o fórum rejeitou "a desvalorização competitiva das divisas", um dos assuntos que dominaram os debates durante seus dois dias de reuniões. O G-20 expressou seu apoio para "mitigar o risco de excessiva volatilidade nos fluxos de capital rumo aos países emergentes", o que se intensificou com a crise.

Além disso, as autoridades presentes ao encontro reafirmaram seu compromisso para colaborar para "um crescimento forte, sustentado e equilibrado", e observaram que o ritmo da atividade econômica continua sendo "modesto" em muitas economias avançadas, embora seja "forte" em vários mercados emergentes.

Em seu comunicado, o G-20 reiterou seu apoio aos planos de consolidação fiscal a médio prazo nas economias avançadas, "segundo as circunstâncias nacionais", e a uma política monetária "apropriada para conseguir estabilidade de preços que contribua para a recuperação".

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