Gabrielli nega busca de novo empréstimo de US$10 bi com a China

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, negou nesta segunda-feira informações de que a empresa estaria negociando com a China um novo empréstimo da ordem de 10 bilhões de dólares, como o feito no ano passado.

REUTERS

29 de março de 2010 | 17h04

Do total acordado com o Banco de Desenvolvimento da China, apenas a primeira parcela, de cerca de 3 bilhões de dólares, já chegou ao caixa da empresa, que saca os recursos mediante sua necessidade.

"Não estamos discutindo neste momento nenhum empréstimo com os chineses", disse Gabrielli na coletiva da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), em Brasília.

A notícia foi divulgada no domingo pelo jornal O Estado de São Paulo. O objetivo do empréstimo seria o financiamento dos investimentos da companhia.

Na sexta-feira, no entanto, o gerente de Relações com os Investidores da companhia, Alexandre Quintão, informou que a Petrobras não iria aumentar seu endividamento para investir. A expectativa é de que uma capitalização que pode atingir até 25 bilhões de dólares seja feita no primeiro semestre deste ano.

Segundo informações da área de comunicação da Petrobras, o diretor financeiro, Almir Barbassa, e o de Serviços, Renato Duque, estão visitando fornecedores na Ásia com objetivo de que eles venham produzir seus equipamentos no Brasil.

A Petrobras quer aumentar o conteúdo nacional de seus equipamentos de 65 para 75 por cento, segundo informou semana passada o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella.

O aumento do conteúdo nacional nas plataformas da Petrobras foi tema de campanha do então candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Desde então, a Petrobras busca estimular a indústria nacional atraindo fornecedores para se instalar no Brasil.

(Por Fernando Exman)

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