Galvão Engenharia vence leilão da BR-153 no trecho entre GO e TO

Companhia ofereceu um desconto de 45,99% na tarifa máxima permitida na concessão; prazo do contrato é de 30 anos

Luciana Collet , da Agência Estado,

23 de maio de 2014 | 10h27

SÃO PAULO - A Galvão Engenharia venceu o leilão da concessão da BR-153 no trecho entre Tocantins e Goiás ao oferecer uma tarifa de R$ 4,979 por 100 quilômetros, o que corresponde a um deságio de 45,99% frente a tarifa máxima permitida de R$ 9,22 a cada 100 quilômetros, ou R$ 0,0922 por quilômetro.

Também disputavam o leilão a Triunfo Participações e Investimentos, que ofereceu tarifa de R$ 9,128 por 100 quilômetros, deságio de apenas 0,99%, e o Consórcio Norte-Sul, formado pela EcoRodovias, Queiroz Galvão e Coimex, considerada por analistas de mercado como favorita. O consórcio ofereceu tarifa de R$ 7,238 por 100 quilômetros, deságio de 21,49%.

O deságio ficou abaixo da média de descontos verificada nos últimos leilões de rodovias, realizados no ano passado. Os primeiros cinco leilões do Programa de Investimento em Logística (PIL) tiveram deságio médio de 53%. Mas o deságio hoje ficou dentro da variação de descontos já observados, que variavam de entre 42,38% (BR-050) e 61,13% (BR-040).

Analistas de mercado apontam que o menor número de interessados e características da concessão, como uma potencial competição com a Ferrovia Norte-Sul (FNS) pelo tráfego de carga de grãos, poderiam fazer com que o deságio em relação à tarifa máxima de pedágio permitida fosse menor que o observado nos leilões passados.

O trecho ofertado hoje consiste na rodovia BR-153 entre Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO), com 624,8 quilômetros, passando por 23 municípios. A totalidade do trecho concedido deverá ser duplicada durante os primeiros cinco anos de concessão, o que exigirá investimentos da ordem de R$ 4,3 bilhões, segundo cálculos do governo. Como nos últimos projetos concedidos, a cobrança de pedágio só terá início após a conclusão dos trabalhos iniciais no sistema rodoviário e a execução de 10% das obras de duplicação. O prazo do contrato é de 30 anos.

A Galvão Engenharia atua na construção e gerenciamento de projetos de infraestrutura, tendo atuado na duplicação da Rodovia Pedro Taques e na construção do Rodoanel Sul, por exemplo. Conforme informações disponíveis no site da companhia, a receita bruta da empresa somou R$ 3,6 bilhões em 2012,

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