Hiroko Masuike/The New York Times
Hiroko Masuike/The New York Times

GAP vai fechar 175 lojas nos Estados Unidos

Número equivale a um quarto das lojas no país; empresa também deve demitir cerca de 250 pessoas na sede em São Francisco

HIROKO TABUCHI, The New York Times

16 de junho de 2015 | 15h30

A varejista GAP anunciou na segunda-feira que vai fechar um quarto de suas lojas nos Estados Unidos nos próximos anos, o que deverá afertar milhares de emprego. A marca tem sofrido para se recuperar de um longo período de queda nas vendas.

A varejista informou em comunicado que vai fechar 175 de 675 lojas nos EUA, das quais 140 serão fechadas no atual ano fiscal, que termina em janeiro de 2016. Isso deixará a GAP com cerca de 500 lojas, mais 300 outlets, que não serão fechados.

A maior parte das lojas será fechada nos Estados Unidos. A GAP também fechará um número menor de lojas na Europa, mas a empresa não divulgou o número exato.

A GAP também informou que cortará aproximadamente 250 empregos este ano na sede da empresa, localizada em São Franscisco. A empresa tem cerca de 141 mil funcionários no mundo, em 1,6 mil lojas próprias e franquias. A marca foi uma das primeiras varejistas a aumentar os salários para os funcionários que trabalham por hora, em um movimento recente de aumento salarial em alguns dos maiores varejistas do país. 

Com o fechamento das lojas, o CEO da GAP, Art Peck, disse ter confiança de que a empresa estará posicionada para fazer a marca voltar a crescer o mais rápido possível. "Nós nunca queremos fechar lojas, mas sentimos que essa era a decisão correta", disse.

Depois de dominar a cultura jovem durante os anos 1990, a GAP perdeu espaço nos últimos tempos, prejudicada por erros de gestão, troca intensa de executivos e, segundo admitiram os próprios executivos, uma proposta de moda pouco inspiradora. 

A GAP informou uma queda de 10% nas vendas mesmas lojas no trimestre encerrado em 2 de maio, o que resultou em um recuo de 8% nos lucros, para US$ 239 milhões. 

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