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Gasmig passa a atender indústrias no leste de MG

Indústrias como ArcelorMittal Brasil, Cenibra e Usiminas passam a contar a partir de hoje com a possibilidade de fornecimento de gás natural na região leste do Estado de Minas Gerais. O abastecimento será feito pelo gasoduto do Vale do Aço, que teve sua segunda fase inaugurada hoje pela Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig). Fruto de investimentos de R$ 700 milhões, o gasoduto levará gás natural até os municípios de Ipatinga e Belo Oriente, entre outros.

ANDRÉ MAGNABOSCO E CHIARA QUINTÃO, Agencia Estado

29 de setembro de 2010 | 15h44

Além de redução no impacto ambiental, o início das operações do gasoduto promete economia para empresas que trabalham com matérias-primas mais caras. É o caso da siderúrgica ArcelorMittal Brasil. De acordo com a empresa, o custo da energia do gás natural é 30% menor que o do gás liquefeito de petróleo (GLP), usado em fábricas da região.

Para garantir o recebimento do insumo em suas linhas de produção, instaladas nos municípios de Timóteo e João Monlevade, a siderúrgica investiu R$ 29,5 milhões no projeto. O aporte na unidade de ArcelorMittal Inox Brasil em Timóteo foi de R$ 20 milhões e viabilizará o uso do gás natural de forma pura ou misturada ao Gás de Alto Forno (GAF). Com a migração, a emissão de dióxido de carbono no local será reduzida em aproximadamente 37 mil toneladas por ano.

A unidade ArcelorMittal Monlevade recebeu outros R$ 9,5 milhões e está em processo mais avançado de uso do insumo. Segundo a companhia, o fornecimento no local já está em fase de testes, etapa que deverá ser concluída em 60 dias. Ao término desse processo, o consumo da companhia deverá saltar dos iniciais 44 mil metros cúbicos diários para 53 mil metros cúbicos diários de gás.

Outra empresa que já negociou o abastecimento de gás natural é a Cenibra. Terceira maior fabricante de celulose de mercado do País, a empresa assinou contrato com a Gasmig para ser abastecida com aproximadamente 51,6 milhões de metros cúbicos de gás natural por ano, algo como 143 mil metros cúbicos do insumo por dia. O montante corresponde a aproximadamente 6% da capacidade de transporte do gasoduto, que será de 2,4 milhões de metros cúbicos diários.

A Cenibra adotará o gás natural em substituição ao óleo combustível que era utilizado para operar os fornos de cal e as caldeiras no complexo instalado no município de Belo Oriente. A decisão, segundo o diretor-presidente Paulo Eduardo Rocha Brant, tem como principal benefício os ganhos ambientais. "Do ponto de vista financeiro, os gastos são mais ou menos equivalentes", afirma o executivo ao comparar o insumo com o óleo combustível. "Mas há o ganho ambiental. Além do efeito na emissão de poluentes, a troca resultará em menor número de caminhões transportando óleo pelas estradas", afirma. Projeções da ArcelorMittal indicam que apenas a unidade de João Monlevade deixará de movimentar 125 carretas por mês.

Para viabilizar o transporte do insumo do gasoduto a suas linhas de produção, a Cenibra fez investimento aproximado de R$ 6 milhões. "De início manteremos a estrutura (de estocagem e abastecimento) do óleo, mas hoje a probabilidade de enfrentarmos problema de desabastecimento é mínima", afirma Brant, sem esconder a tranquilidade em relação à instalação de um gasoduto na região.

A estrutura tem um total de 331 quilômetros de extensão, dos quais 53 quilômetros entregues na primeira fase, em 2006, e 278 quilômetros entregues nessa segunda fase. O gás natural que atenderá a região é proveniente do Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte, conhecido como Gasbel.

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