Gasto de brasileiro no exterior cresce 30% em fevereiro e soma US$ 1,7 bi

Perante janeiro, contudo, houve recuo do desembolso dos turistas brasileiros lá fora

Agência Estado e estadão.com.br,

23 de março de 2012 | 10h50

Texto atualizado às 12h40

BRASÍLIA - Os gastos dos brasileiros no exterior continuaram elevados em fevereiro, embora em ritmo menor que janeiro, onde o desembolso é tradicionalmente elevado por conta do período de férias. No mês passado, os turistas brasileiros deixaram US$ 1,7 bilhão lá fora, menos que os US$ 1,9 bilhão em janeiro, mas 30% acima que o resultado de igual mês de 2011 (US$ 1,3 bilhão). Já os estrangeiros gastaram US$ 617 milhões por aqui e, com isso, o saldo da conta de viagens se intensificou, para US$ 1,1 bilhão, contra US$ 761 milhões um ano antes.

A conta de transações correntes do Brasil registrou em fevereiro déficit de US$ 1,766 bilhão. O valor ficou dentro do previsto pelos analistas.

De acordo com o BC, a maior contribuição do déficit no mês passado veio da conta de serviços. A conta de serviços registrou déficit de US$ 2,8 bilhões em fevereiro, valor 24,7% superior ao observado no mesmo mês de 2011. Esse saldo negativo foi parcialmente compensado pelo superávit na balança comercial, responsável pelo ingresso de US$ 1,715 bilhão em fevereiro.

Já a conta de renda fechou o mês passado com saída líquida de US$ 875 milhões e foram registrados ainda US$ 163 milhões em ingresso de transferências unilaterais correntes.

No acumulado do primeiro bimestre de 2012, a conta corrente brasileira registra saldo negativo de US$ 8,852 bilhões. No acumulado em 12 meses até fevereiro, o déficit alcança US$ 52,371 bilhões ou 2,09% do Produto Interno Bruto (PIB). 

De acordo com o relatório do setor externo, a previsão de salto negativo em conta corrente passou de US$ 65 bilhões para US$ 68 bilhões. Entre as componentes da conta corrente brasileira, a expectativa de superávit comercial neste ano diminuiu de US$ 23 bilhões para US$ 21 bilhões. Na conta de serviços a tendência foi contrária e a expectativa de déficit cresceu de US$ 39,5 bilhões para Us$ 42,1 bilhões.

Entre os componentes da conta de serviços, a previsão de déficit em viagens internacionais aumentou de US$ 14,5 bilhões para US$ 15,5 bilhões. Já a expectativa de gastos com transportes passou de US$ 8,4 bilhões para US$ 10 bilhões.

O BC também revisou a previsão de déficit na conta de renda neste ano, que caiu de US$ 51,2 bilhões para US$ 49,6 bilhões. Nesta cifra, a expectativa de remessa de lucros e dividendos por multinacionais instaladas no Brasil diminuiu de US$ 39,6 bilhões para US$ 38 bilhões.

Lucro e dividendos

O BC informou que as remessas de lucros e dividendos somaram US$ 528 milhões em fevereiro e US$ 1,510 bilhão no primeiro bimestre. O resultado acumulado no ano está abaixo dos US$ 4,682 bilhões verificados nos dois primeiros meses do ano passado.

O BC informou também que as remessas para pagamento de juros foram de US$ 382 milhões em fevereiro e US$ 2,009 bilhões no acumulado do ano.

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