J.F. Diorio/Estadão
J.F. Diorio/Estadão

Gastos dos bancos com tecnologia somam R$ 19,5 bi em 2017, alta de 5%

Segundo pesquisa da Febraban e da Deloitte, bancos voltaram a aumentar os investimentos e despesas no setor, depois de dois anos registrando queda

Rodrigo Petry, especial para o Estado

03 Maio 2018 | 12h58

Os gastos dos bancos com tecnologia, seja com investimentos ou despesas, no ano passado totalizaram R$ 19,5 bilhões, representando uma alta de 5% em relação a 2016, segundo pesquisa divulgada hoje pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), realizada em parceria com a consultoria Deloitte.

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Dessa forma, houve uma retomada no aumentos dos gastos, por parte dos bancos, após dois anos em queda: 2016, de R$ 18,6 bilhões, e 2015, com R$ 19,1 bilhões. Os valores, porém, seguem abaixo do recorde registrado em 2014, de R$ 21,4 bilhões.

Apenas os investimentos dos bancos em 2017 atingiram R$ 6 bilhões, representando um incremento de 13% frente a 2016. Desse total, os aportes em software somaram R$ 3,5 bilhões, seguido por hardware (R$ 2,2 bilhões) e telecom (R$ 300 milhões).

Pelo lado das despesas com tecnologia, houve crescimento de 1,5%, para R$ 13,5 bilhões, puxado pelos gastos com softwares (R$ 6,3 bilhões), hardware (R$ 4,1 bilhões) e telecom (R$ 3,1 bilhões).

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Em relação aos canais, a pesquisa apurou um aumento de 10% no total de transações, que somaram 71,8 bilhões de movimentações bancárias. Este crescimento foi liderado pelos canais digitais, com alta de 30%. No ano passado, foram 25,6 bilhões de transações por meio do mobile banking, ante 18,6 bilhões registradas em 2016, alta de 37,6%.

Enquanto isso, as transações com internet banking aumentaram 2%, para 15,5 bilhões. Na sequência aparecem as movimentações por meio de autoatendimento (9,9 bilhões), pontos de venda no comércio (9,4 bilhões) e agências bancárias (5,5 bilhões).

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De acordo com a pesquisa, 59 milhões de clientes utilizaram contas com mobile banking nos últimos seis meses, frente a 40 milhões de 2016 e 33 milhões de 2016. Já os clientes com internet banking somaram 59 milhões no ano passado, ante 46 milhões em 2016 e 42 milhões em 2015.

Por outro lado, ocorreu uma redução no total de agências tradicionais no País, que ao final do ano passado somavam 21,8 mil unidades, ante 23,4 mil em 2016 e 22,9 mil de 2015. Junto com esse movimento, houve um decréscimo no total de caixas eletrônicos, que encerrou 2017 com aproximadamente 170 mil autoatendimentos, contra 176 mil de 2016 e 182 mil de 2015.

Já o total de agências digitais saltou de 101 em 2016 para 373 em 2017. Para dar conta desse aumento, cerca de 80% dos bancos investem em tecnologias como inteligência artificial ou computação cognitiva.

Em relação ao outros países, em dólares, os gastos com tecnologia aumentarem 15%, acima da média global, de 3,6%. Assim como no mundo, o governo lidera os dispêndios com tecnologia bancária no Brasil, com uma fatia de 15% dos aportes, ante 16% na média de outros países.

A pesquisa contou com a participação de 24 bancos em 2017, frente a 17 instituições financeiras em 2016. Segundo o levantamento, a amostra da pesquisa representou 91% dos ativos da indústria bancária.

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