Geração de emprego é ‘tão ou mais importante do que o PIB’, diz Mantega

Ministro da Fazenda destacou que, no Brasil, não houve crise para a maioria da população e que o País enfrenta a turbulência financeira com forte estímulo e manutenção do emprego

Adriana Fernandes e Ricardo Della Coletta, da Agência Estado,

09 de maio de 2013 | 09h53

Texto atualizado às 19h20

BRASÍLIA - A geração de empregos formais no País é tão ou mais importante do que o Produto Interno Bruto (PIB). A afirmação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que, nesta quinta-feira, 9, fez uma apresentação fechada  a parlamentares da bancada do PT na Câmara. Embora a apresentação seja realizada a portas fechadas, é possível ver, por meio de uma porta de vidro, os destaques do ministro.

Além do emprego, foi possível ver que Mantega citou a crise internacional, dizendo que não houve crise para a maioria da população e que o País enfrenta a crise com forte estímulo à economia e com a manutenção do emprego. E também que os fundamentos do Brasil são sólidos, há solidez fiscal e a inflação está sob controle.

Também foi possível perceber que o ministro, em uma das tabelas apresentadas aos convidados, destacou os juros, o câmbio, tributos e os investimentos em infraestrutura. E que a "transição demora para surtir efeito".

Mantega também destacou a previsão de crescimento para a produção agrícola, com alta de 16% em valor e que a a economia brasileira irá se recuperar em 2013. Consta ainda em sua apresentação que o investimento voltou a crescer e que em 2013 e 2014 o Brasil toma trajetória de crescimento de longo prazo.

Juros. Os juros futuros abriram a sessão sem direção definida, após volatilidade da véspera, mas logo passaram a subir em quase todos os contratos com discurso do ministro da Fazenda. O mercado entende que seria necessário desaquecer o mercado de trabalho para controlar a inflação, mas o governo resiste à ideia.

Segundo fontes, o fato de Mantega ter sinalizado que o governo não abre mão do mercado de trabalho aquecido favorece a resistência da inflação e também contribuiu para o movimento dos juros.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 marcava 7,45%, de 7,43% no ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 apontava 7,88%, de 7,86% na quarta-feira. Já o juro com vencimento em janeiro de 2015 indicava 8,24%, de 8,19% na véspera.

Tudo o que sabemos sobre:
EmpregoPIBMantega

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.