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Gerdau: perspectiva para preço do aço é de estabilidade

O diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, afirmou hoje que a perspectiva para os mercados interno e externo é de preços estáveis para o aço, "sem previsão de mudança". No início do mês, a companhia informou que a retirada de descontos no mercado brasileiro, que começou a ser efetivada em fevereiro, ocorreu também em março, abril e ainda deveria ocorrer em maio.

CHIARA QUINTÃO, Agencia Estado

31 de maio de 2011 | 13h26

Questionado hoje se o processo de retirada de descontos já foi concluído, o executivo respondeu que este é um processo longo, com vários produtos e vários clientes. "É muito difícil dizer se terminou ou se continua. Estamos monitorando o mercado continuamente", afirmou.

Investimentos

A Gerdau está estudando tomar linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os investimentos de R$ 718 milhões anunciados para o Estado de São Paulo, segundo o diretor-presidente da companhia. Mas a maior parte dos recursos a serem utilizados será da própria empresa. "Estamos sempre monitorando o mercado e olhando oportunidades de investimento", acrescentou.

Hoje, a Gerdau deu início aos investimentos de R$ 718 milhões que programa para o Estado de São Paulo até 2013. Em Pindamonhangaba, a empresa fará a expansão da usina de aços especiais para o mercado automotivo e terá uma nova fábrica de produtos prontos para uso na construção civil. Essas duas ações consumirão aportes de R$ 645 milhões. O restante dos R$ 718 milhões irá para melhorias na unidade de Araçariguama.

A Gerdau terá novo laminador em Pindamonhangaba, com capacidade de 500 mil toneladas de barras redondas por ano, elevando a capacidade de laminados da unidade para 1,2 milhão de toneladas. O início das operações do equipamento será em 2012, com foco no mercado brasileiro, principalmente na cadeia automotiva. "Hoje estamos operando na capacidade máxima de laminados da unidade, por isso estamos fazendo o investimento", disse o executivo.

Ele ressaltou que a nova capacidade entrará em operação "aos poucos" e que, depois de ser totalmente utilizada, a Gerdau avaliará se há necessidade de novos investimentos. Questionado se existe concorrência dessas barras com produtos importados, o executivo respondeu que o volume importado é "muito pouco" e que se trata de linha de produtos feitos sob encomenda. "Quem importa mais são os distribuidores, não a indústria automotiva", disse.

Segundo o diretor-presidente da Gerdau, a empresa já tem relacionamento no Brasil ou no exterior com fabricantes de autopeças que vão atender às montadoras que estão se instalando no Estado. A fábrica de produtos prontos para uso na construção civil - telas para concreto, malhas, telas para tubos, telas para colunas, telas especiais e treliças - será concluída em 2013.

Gerdau não demonstrou preocupação em relação à desaceleração do crescimento da construção civil. "Nossos investimentos são de muito longo prazo. Estamos olhando a demanda de vários anos. Teremos a Copa, as Olimpíadas, o pré-sal, há o programa Minha Casa, Minha Vida. A tendência é positiva", disse. Segundo o diretor-presidente da Gerdau, a média da utilização da capacidade da empresa no Brasil é de 80% e, nos Estados Unidos, de 65% a 70%.

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