Gestora de recursos Vinci vira maior acionista da PDG

A gestora de recursos Vinci Partners será mesmo a maior acionista da incorporadora PDG, uma das líderes entre as empresas imobiliárias de capital aberto. Na terça-feira as informações preliminares da transação proposta pela Vinci para se tornar sócia da PDG e injetar R$ 436 milhões no caixa da companhia indicavam que as condições mínimas estabelecidas pela gestora já estavam garantidas. Os dados consolidados sobre o negócio serão divulgados na quinta-feira.

AE, Agencia Estado

29 de agosto de 2012 | 10h41

A primeira medida da Vinci à frente da PDG será indicar um novo presidente. O nome saiu dos próprios quadros da gestora: o executivo Carlos Piani, de 38 anos. Ele era responsável pela área de private equity da Vinci Partners, que tem participação em empresas como a distribuidora de energia Cemar, a seguradora Austral e a rede de fast-food Burger King. O nome dele será submetido ao conselho de administração na sexta-feira para substituir José Grabowsky, um dos fundadores da PDG.

Os laços da Vinci com a PDG remontam à origem da empresa. A incorporadora nasceu em 2003 como um braço de investimentos imobiliários do banco Pactual - na época, comandado pelos banqueiros André Esteves e Gilberto Sayão, esse último, fundador da Vinci. A gestora já teve uma participação superior a 10% na PDG, mas vendeu sua fatia ao longo de 2010 e 2011. Com a saída da Vinci, a PDG se tornou uma ?corporation?, ou seja, com 83% do seu capital nas mãos de investidores com participações inferiores a 5%. Em maio, a Vinci propôs uma complexa operação financeira para voltar, que previa a emissão de um conjunto de novas ações e debêntures no mercado, no valor total de R$ 799,98 milhões.

Para levar adiante o investimento, a Vinci colocou uma condição: a de comprar no mínimo 54,8% dos novos papéis, no valor de R$ 436 milhões, sendo que os acionistas minoritários da PDG teriam prioridade nessa compra. Na terça-feira, ao acompanhar a adesão dos demais investidores, a Vinci teve certeza de poderia ficar com mais da metade dos papéis. Nem a gestora, nem a companhia falaram sobre o assunto. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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