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Gigante chinês Alibaba pede ajuda para combater o comércio de produtos falsificados

Gucci, Yves Saint Laurent e outras marcas de luxo entraram com um processo contra a empresa em Nova York

Reuters

18 Maio 2015 | 10h46

CHINA - Quando se trata de combater produtos falsificados, o chefe de segurança na Internet do Alibaba diz que a cooperação é melhor que um tribunal. Ni Liang, que administra as operações antifalsificações da companhia, falou à Reuters dias após Gucci, Yves Saint Laurent e outras marcas de luxo controladas pela Kering entrarem com um processo contra o Alibaba em Nova York, alegando que o gigante de comércio eletrônico intencionalmente tornou possível que falsificadores vendessem artigos falsos.

Ni disse que as marcas teriam uma chance melhor de ter sucesso no combate ao comércio de falsificados se conversassem com o Alibaba, em vez de processar a empresa.

"Acredito piamente que gastar dinheiro em ações judiciais pode resultar num desfecho completamente diferente do que cooperar conosco", disse Ni em uma entrevista feita durante uma rara visita da mídia à sede de segurança na Internet do Alibaba.

"Se uma marca não cooperar conosco ainda combateremos as falsificações, mas quando cooperamos podemos combater melhor".

O Alibaba emprega cerca de 2 mil funcionários para combater falsificações. Em seu centro de comando de segurança na Internet, uma tela de computador cobrindo uma parede inteira registra em tempo real tentativas de vendedores de listar produtos suspeitos e mostra quais marcas estão tentando vender. Comerciantes conhecidos por terem tentado vender falsificações também são monitorados.

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