Giro diário do mercado global de câmbio cresce para US$ 4,7 tri

Segundo a 'Dow Jones', apesar das incertezas no cenário econômico, moedas continuam a atrair liquidez e se expandir como uma classe de ativos

Agência Estado,

25 de julho de 2011 | 17h28

O volume global de negócios no mercado de câmbio subiu para US$ 4,71 trilhões, segundo uma análise da Dow Jones, mostrando como as moedas continuam a atrair liquidez e se expandir como uma classe de ativos, apesar das incertezas no cenário econômico.

A estimativa da Dow Jones, que é superior ao volume diário de US$ 3,98 trilhões divulgado pelo Bando de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), leva em conta informações oficiais da Austrália, Japão, Cingapura, América do Norte e Reino Unido, sendo que todos esses países publicaram números atualizados nesta segunda, 25.

Os números da Dow Jones também incluem estimativas de dados de negociações do resto do mundo, com base em dados anuais divulgados anteriormente pelo BIS. Juntas, essas informações mostram como os fluxos de câmbio cresceram em todo o mundo no ano passado.

"Nós acreditamos que esse aumento deve se manter pelo menos até o segundo semestre, ou até mais", disse Justyn Trenner, executivo-chefe e diretor da empresa de análise e pesquisa bancária ClientKnowledge, com sede em Londres. Ele cita diversos fatores para justificar sua análise, incluindo o nervosismo no mercado global de dívida soberana e a queda nos custos das transações. "O crescimento no mercado internacional e os investimentos vão continuar a estimular pontos básicos para a negociação de câmbio".

Embora o crescimento seja inquestionável, os números de algumas regiões precisam ser vistos com cautela, já que são informados em dólar. Algumas moedas importantes, como o dólar australiano e o iene, estão se valorizando em relação ao dólar desde abril, o que significa que alguns números provavelmente estão inflados.

No período de seis meses encerrado em abril, os maiores centros de negociação de câmbio do mundo observaram um aumento nos fluxos diários, com as dificuldades enfrentadas por diversos países elevando a volatilidade - e criando oportunidades de lucro para alguns ágeis participantes do mercado.

O volume de negócios no Reino Unido subiu 23%, chegando à média diária recorde de US$ 2,191 trilhões, segundo dados dos Banco da Inglaterra (o banco central inglês). Enquanto isso, dados divulgados pelo comitê de câmbio do Federal Reserve de Nova York mostram que o volume subiu para US$ 798,7 bilhões, 3,4% acima do dado divulgado em outubro do ano passado e 5,9% superior ao dado do mesmo período do ano passado.

Mas, ao contrário do aumento no mercado à vista observado no Reino Unido, na América do Norte houve uma queda de 5,3% no volume de transações à vista, mesmo com um aumento de 26,9% nas transações a prazo e uma elevação de mais de 50% no mercado de balcão. Esses números podem refletir como alguns investidores confiam em derivativos e instrumentos a prazo para fazer hedge contra um mercado famoso pelas suas movimentações bruscas, em vez de serem pegos de surpresa no mercado à vista.

Hoje, dados mostraram que os fluxos no mercado de câmbio na Austrália subiram 12% no período de seis meses encerrado em abril, levando a média diária para US$ 219,1 bilhões. Na comparação anual, os volumes cresceram 14%. Da mesma forma, a média diária em Tóquio em abril avançou 8%, para US$ 284,6 bilhões.

A busca por avanços tecnológicos e transações mais rápidas também tem beneficiado o setor. Entretanto, esse movimento tem gerado um escrutínio regulatório maior, o que alguns analistas acreditam que pode prejudicar o considerável crescimento nos volumes. "Se os reguladores se voltarem para essas áreas, como tem sido proposto, os volumes de negócios devem ser afetados", diz Alexander McDonaldo, executivo-chefe da Wholesale Markets Brokers' Association. As informações são da Dow Jones.

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