GlaxoSmithKline se diz preocupada com acusações na China

A farmacêutica britânica GlaxoSmithKline afirmou em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, 15, que está profundamente "preocupada e decepcionada com as sérias acusações de comportamento fraudulento e má conduta ética" contra a empresa na China. A companhia acrescentou que "tem tolerância zero para qualquer comportamento dessa natureza" e que isso seria uma quebra nos seus padrões.

Agencia Estado

15 de julho de 2013 | 12h22

Na semana passada, o Ministério de Segurança Pública da China informou que encontrou evidências de que pessoas da equipe de vendas da Glaxo davam dinheiro e outros presentes a médicos e equipes do setor de saúde, funcionários governamentais e fundações em troca da prescrição de medicamentos. O ministério também informou que suspeita que funcionários de alto nível da Glaxo aceitaram propinas.

Hoje autoridades revelaram novos detalhes sobre as acusações e disseram que quatro executivos foram detidos. Em uma coletiva de imprensa, o chefe da unidade de investigação de crimes econômicos do Ministério, Gao Feng, disse que a Glaxo transferiu 3 bilhões de yuans (US$ 489 milhões) por meio de agências de viagem desde 2007. Segundo Gao, para garantir favores com a Glaxo, algumas agências de viagem ofereceram suborno sexual à farmacêutica.

A Glaxo afirma no comunicado que vai cooperar com as autoridades chinesas na investigação das acusações e está analisando suas relações com terceiras partes. A empresa também disse que parou de usar agências de viagens identificadas na investigação e está realizando uma revisão ampla do histórico de transações com agências. Fonte: Dow Jones Newswires.

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