GM de São José dos Campos fecha as portas e dispensa funcionários

Uma reunião entre a GM e sindicalistas deve acontecer nesta quarta-feira para decidir sobre o destino de 1,5 mil empregados com o fechamento de um setor da indústria

Gerson Monteiro, especial para O Estado de S. Paulo,

24 de julho de 2012 | 07h49

SÃO PAULO - A GM (General Motors) de São José dos Campos, a 80 km de São Paulo, está fechada a isolada desde a madrugada desta terça-feira, 24. Em nota, a empresa diz que a decisão de dispensar os trabalhadores é para proteger os funcionários. A unidade passa por negociações com o sindicato, uma reunião entre a GM e sindicalistas deve acontecer nesta quarta-feira para decidir sobre o destino de 1,5 mil empregados com o fechamento de um setor da indústria.

Todos os portões estão trancados e a segurança foi reforçada desde as 3h da manhã, quando os funcionários receberam a informação da dispensa remunerada. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos preparava uma assembleia na porta da empresa agora pela manhã.

Ainda segundo o comunicado, a GM pede tranquilidade aos trabalhadores e pede para que aguardem em casa as novas instruções.

Montadora isolada

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos suspendeu uma manifestação prevista hoje na porta da GM. A fábrica permanece fechada e com segurança reforçada.

Segundo Antônio Ferreira de Barros, presidente do sindicato, a decisão foi tomada nesta manhã. "Ninguém pode entrar, está tudo fechado", comentou o sindicalista sobre o isolamento da fábrica feita por seguranças.

Uma reunião entre sindicalistas e trabalhadores está marcada para as 14h na sede do sindicato. Às 17h uma assembleia, inicialmente prevista para acontecer nos portões da montadora, será feita com os trabalhadores também na sede da instituição.

(Texto ampliado às 08h59)

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