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GM demite 150 metalúrgicos em São Caetano e funcionários podem entrar em greve

De acordo com o sindicato, o motivo dos cortes seria a queda nas vendas de veículos novos, que acumulam recuo de 19,2% nos quatro primeiros meses de 2015

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

12 Maio 2015 | 19h21

SÃO PAULO - A General Motors (GM) demitiu, na última sexta-feira, 8, cerca de 150 metalúrgicos na fábrica de São Caetano do Sul (SP), informou nesta terça-feira, 12 o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade. De acordo com a entidade, o motivo dos cortes seria a queda nas vendas de veículos novos, que acumulam recuo de 19,2% nos quatro primeiros meses de 2015. A GM não confirmou números e afirmou que os ajustes no quadro de empregados da unidade fazem parte da "rotatividade de pessoal natural da empresa". 

Trabalhadores protestaram nesta terça-feira contra a decisão da montadora. Segundo o sindicato, os metalúrgicos e a direção da fábrica se reúnem nesta quarta-feira para negociar "medidas alternativas para ajuste de produção sem necessidades de cortes". O resultado do encontro será avaliado pelos trabalhadores durante assembleia na quinta-feira e, caso não aprovem, a categoria poderá deflagrar greve por tempo indeterminado, diz o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão.

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A entidade afirma que, no complexo industrial de São Caetano, trabalham cerca de 10,5 mil pessoas, entre horistas e mensalistas. Segundo o sindicato, desde o início do ano, a montadora americana abriu dois programas de Demissão Voluntária na unidade, os quais teriam atraído 49 pessoas. Na unidade, há 1.286 trabalhadores afastados pela empresa, sendo 819 por meio de lay-off (suspensão temporária dos contratos) e 467 em licença remunerada. 

Nesta terça-feira, a GM informou que paralisou, por tempo indeterminado, os três turnos da linha de produção na fábrica de Gravataí (RS), onde produz os modelos Onix, Prisma e Celta. De acordo com a montadora americana, a paralisação foi "forçada" pela decisão das empresas Tegma e Transzero de pararem de fazer o transporte dos veículos produzidos na unidade, após divergências sobre o custo do frete. 

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