GM deve pedir concordata até 2ª feira, segundo fontes

No mesmo dia, segundo a Associated Press, a montadora americana anunciará o fechamento de 14 fábricas

Regina Cardeal, da Agência Estado,

28 de maio de 2009 | 14h02

A General Motors deverá pedir concordata até segunda-feira, 1º, segundo a Dow Jones. Fontes familiarizadas com o plano disseram à agência Bloomberg que o pedido será feito exatamente na segunda. No mesmo dia, de acordo com a Associated Press, a montadora identificará 14 fábricas que serão fechadas.

 

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Uma fonte disse à AP que o anúncio sobre o fechamento de fábricas será feito pela companhia em Detroit e não pelo sindicato United Auto Workers (UAW). A GM não comentou as informações. 

 

A General Motors e o governo americano fizeram uma nova oferta aos credores da montadora para agilizar o processo de reestruturação da empresa nesta quinta-feira, 28. O novo acordo prevê a concessão de 10% do controle da nova companhia que sairá do processo de concordata para os credores. Segundo comunicado da montadora, um comitê extraoficial de credores aceitou a proposta.

 

Em troca, os credores não devem se opor a venda de ativos lucrativos da GM para uma nova empresa financiada pelo governo americano, após o processo de concordata. Estes credores respondem por 20% da dívida da empresa. Este valor poderá aumentar para 25% caso a nova empresa se valorize. Se concretizado o acordo, o Tesouro americano controlará 72% da nova empresa e o fundo de pensão dos trabalhadores da GM deterá 17,5%. A oferta vale até o sábado.

 

Os detentores de bônus que não aceitarem a proposta correm o risco de ficar fora da companhia reestruturada. Se recusarem a proposta, a participação que receberiam na "Nova GM" pode ser reduzida ou eliminada e a dívida ficaria na "Velha GM".

 

"A implementação de tal proposta resultaria em uma Nova GM, com um balanço saudável, colocando a nova companhia em direção a um claro caminho de viabilidade e sucesso", diz nota distribuída pela montadora. As ações da companhia dispararam mais de 15% com a informação sobre uma "proposta melhorada".

 

O governo canadense e o Estado de Ontário também devem receber alguma participação e ações preferenciais em troca do financiamento de dívida. O documento não faz menção aos acionistas ordinários atuais, que deveriam receber originalmente 1% da "Nova GM".

 

Empresa fechada

 

Um membro da administração Barack Obama na condição de anonimato afirmou a Dow Jones que a General Motors deve deixar de existir como companhia aberta, ou seja, com ações negociadas em bolsa, por algum tempo após emergir de uma provável concordata.

 

A companhia deve passar entre seis e 18 meses com capital fechado, uma vez que os governos dos Estados Unidos e Canadá mais o sindicato United Auto Workers (UAW) serão donos da maior fatia da montadora.

 

De acordo com a fonte, o plano de reestruturação do Departamento do Tesouro para a empresa permite que a GM continue viável em um cenário de vendas deprimidas e se torne "altamente rentável" se as vendas aumentarem. "A GM deve ser muito, muito rentável dado o custo estrutural que está sendo proposto e a grande redução de dívida alcançada", afirmou.

 

A fonte acrescentou que a administração Barack Obama não tomará qualquer decisão sobre a concordata da GM até a tarde de sábado, prazo final para que os credores da montadora aceitem a proposta de troca de dívidas por ações.

 

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