GM diz que levará anos para devolver empréstimos tomados dos EUA

A General Motors está determinada a devolver os empréstimos tomados do governo dos Estados Unidos o mais rápido possível, mas o processo pode levar "muitos anos", disse o presidente-executivo da montadora, Dan Akerson, nesta quinta-feira.

KEVIN KROLICKI, REUTERS

16 de setembro de 2010 | 12h22

Devolver todo o dinheiro ao governo de uma vez "não é realista", disse Akerson em seu primeiro encontro com jornalistas desde que assumiu o comando da empresa duas semanas atrás.

O executivo se recusou a falar sobre os planos da GM para uma Oferta Inicial de Ações (IPO, em inglês), devido ao período de silêncio que antecede operações desse tipo.

De acordo com pessoas envolvidas no processo, o IPO pode ser feito dentro de cerca de dois meses e permitiria ao governo dos EUA começar a reduzir sua participação na montadora.

Akerson, que durante muito tempo trabalhou na indústria de telecomunicações e estava no grupo de private equity Carlyle, disse que pretende construir uma "cultura da velocidade" na GM, que vem sendo criticada pela lentidão em promover mudanças.

Ele é o quarto presidente-executivo da GM em 18 meses. Em agosto, o então presidente Ed Whitacre renunciou do posto.

Akerson foi nomeado membro do Conselho da GM em julho de 2009 pelo Tesouro dos EUA após a montadora emergir da concordata financiada pelo governo norte-americano, que ficou com fatia de quase 61 por cento na companhia.

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